Lojistas fazem mutirão para revitalizar área da Cristóvão

Os comerciantes da avenida Cristóvão Colombo, em Porto Alegre, vão passar por um novo período de obras na via pública. Só que, dessa vez, a notícia é motivo de comemoração. A área, que ficou bloqueada…

Os comerciantes da avenida Cristóvão Colombo, em Porto Alegre, vão passar por um novo período de obras na via pública. Só que, dessa vez, a notícia é motivo de comemoração. A área, que ficou bloqueada por um longo período para que fosse construído o conduto Álvaro Chaves, terá os passeios recuados para dar lugar ao estacionamento rotativo, a chamada Área Azul.

A medida atende a uma reivindicação dos lojistas, que buscam formas de reverter o prejuízo sofrido durante a interrupção de tráfego por dois anos. A Claríssima Modas registrou queda de 35% nos negócios. “Foi um período difícil, pois os compradores não conseguiam chegar aqui”, lembra o proprietário Ernesto José Miranda. Para tentar amenizar o impacto, ampliou a equipe externa de vendas, o que evitou a demissão de funcionários. A aposta no aumento do fluxo de pessoas deixa o empresário animado. “Vamos conseguir recuperar as perdas”, acredita.

A idéia é criar um shopping a céu aberto. “Teremos vários atrativos para chamar os clientes que deixaram de freqüentar o local durante os dois anos”, argumenta Dalnei Fuhr, presidente da Associação Quadra 2000 da Cristóvão Colombo, entidade criada justamente em função da obra de drenagem urbana e que reúne 70 empresas. “Ou a gente quebrava, ou se unia”, alega, ao comemorar a adesão à iniciativa, uma vez que a associação também reúne moradores, profissionais liberais – são mais de 200 – e empresas de outros ramos localizadas ali.

O perímetro da reurbanização compreende exatamente o trecho considerado o mais atingido, que vai da rua Coronel Bordini até a Doutor Timóteo. O projeto passou pela análise de diversas secretarias municipais e há poucas semanas veio a aprovação final. Além de vagas para automóveis nos dois lados da avenida, os lojistas também querem investir em segurança. Os dois quesitos são os mais citados pelos consumidores que preferem shopping center ao comércio de rua: facilidade de acesso e tranqüilidade para comprar. Com as medidas, a expectativa é conseguir um aumento de 50% a 60% nas vendas. “Quem sabe possamos até mesmo dobrar os negócios ao chamar o público de volta para o local”, estima o dirigente.

Uma comissão formada por integrantes da entidade trabalha direto nessa área, de forma a ver qual a melhor maneira de ter uma segurança particular e que seja eficiente na cobertura da região. “As negociações envolvem o poder público, pois é um dos itens prioritários da Associação e precisamos estar muito bem orientados para termos sucesso nesse item”, diz Fuhr.
A estratégia não pára por aí. Os comerciantes também querem estar mais capacitados para atender aos clientes e fazer com que sejam fiéis na hora de comprar e escolham a Quadra 2000. A parceria com o Sebrae-RS foi a fórmula escolhida para aperfeiçoar a gestão. Além de treinamento, os sócios também terão acesso à consultoria, de forma a atender bem, gerenciar os negócios e incrementar os ganhos. “A idéia é mostrar que temos um lugar bom de comprar e morar”, alega o presidente.

A estratégia inclui também um recurso que tem feito o comércio de rua conquistar espaço em um segmento tão concorrido quanto o varejo: o atendimento personalizado. O objetivo é ter uma relação bem próxima dos clientes e tratá-los pelo nome, saber de suas preferências e oferecer aquilo que eles procuram. E, para isso, é preciso conhecer bem cada consumidor. “As lojas de bairro têm essa vantagem. Precisamos usá-las melhor.”

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