Mantega fica e terá de frear gastos

Conter os gastos públicos deverá ser a principal missão de Guido Mantega a partir de janeiro no Ministério da Fazenda. Para tornar possível a promessa da presidente eleita, Dilma Rousseff, de baixar os…

Conter os gastos públicos deverá ser a principal missão de Guido Mantega a partir de janeiro no Ministério da Fazenda. Para tornar possível a promessa da presidente eleita, Dilma Rousseff, de baixar os juros, o desafio é encontrar uma forma compatível com o projeto do novo governo de ampliar os recursos para projetos sociais e de infraestrutura.

Em reunião de cerca de duas horas, ontem, na Granja do Torto, em Brasília, Dilma convidou Mantega para permanecer à frente do cargo a partir de janeiro. Segundo fontes, o ministro aceitou. O anúncio oficial só deve ser feito quando a presidente eleita definir um nome para o comando do Banco Central. Dessa forma, anunciará a equipe econômica em bloco.

A tarefa de Mantega será retomar a austeridade fiscal e rever nos próximos anos compromissos como aumento do salário mínimo, do Bolsa-Família e crédito subsidiado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), enumera o professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), Manuel Enriquez Garcia.– Se o governo cortar o gasto, a pressão sobre a inflação será menor, e é possível baixar os juros – sustenta Garcia, lembrando que o juro menor poderia ainda reverter a valorização do real por desestimular o ingresso de capital estrangeiro e evitar um processo de desindustrialização.

Garcia recorda que, durante a crise, o governo fez desonerações e elevou gastos para impedir que o Brasil fosse tragado pela turbulência global. O período, sustenta, foi o único em que o ministro exerceu a veia desenvolvimentista. Agora, avalia, terá de voltar à postura pré-crise e trazer a proporção do gasto público em relação ao PIB para 15%, ante os atuais quase 20%.

Embora considere o corte de gastos premente, o professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) Ruy Quintans é cético. Para ele, Mantega significa continuidade do expansionismo fiscal e o panorama político é um agravante: – O preço político imposto pelo PMDB (na eleição) não vai deixar.

Tigre diz que relação com gaúchos “é muito boa”

Também alinhado à austeridade, o presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Andrew Storfer, sugere atalhos na questão do câmbio. Para frear o capital externo, cita medidas como ampliação da barreira do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e elevação do depósito compulsório.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre, defende Mantega: – A relação com os gaúchos é muito boa. Atendeu a pleitos dos segmentos de máquinas agrícolas, móveis e vinhos. Se não solucionou 100%, foi ágil nas questões pontuais.

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