Máquinas unificadoras geram economia aos lojistas gaúchos

Três meses após o fim da exclusividade das máquinas de cartão de crédito no varejo brasileiro, mais da metade dos comerciantes ainda não aderiu à alternativa de unificação de bandeiras em um único…

Três meses após o fim da exclusividade das máquinas de cartão de crédito no varejo brasileiro, mais da metade dos comerciantes ainda não aderiu à alternativa de unificação de bandeiras em um único equipamento. “A maioria dos lojistas não compreendeu os benefícios deste processo”, opina Roque Pelizzaro Junior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com pesquisa recente realizada pela entidade, quem optou por uma das três credenciadoras disponíveis no mercado conseguiu descontos de até 40% nas negociações. Atualmente, os players que oferecem as novas máquinas processadoras com capacidade de centralizar todas as operações de cartão de crédito são Cielo, Redecard, e Santander-Get Net, que tem alcançado boa aceitação entre os empresários.

Entre as vantagens da unificação das bandeiras, Pelizzaro Junior destaca a oportunidade de os varejistas de zerarem o aluguel dos equipamentos e conseguirem redução da taxa cobrada, que varia de 2,7% a 5%. Ele cita o exemplo do empresário Deusmar Queiroz, proprietário da rede de farmácias Pague Menos, com matriz em Fortaleza e filiais em todos os estados.

Durante a 51ª Convenção Nacional de Lojistas, realizada em setembro em Florianópolis, Queiroz relatou que, após a negociação com uma credenciadora, conseguiu uma economia de R$ 10 milhões/ano. A CNDL acredita que os ganhos financeiros que o varejo brasileiro terá até julho de 2011, nos primeiros 12 meses do novo processo, pode ultrapassar os R$ 3 bilhões. “Este é o valor que será possível economizar com a queda das locações das máquinas, as reduções das taxas de descontos e das taxas de antecipação de dinheiro pago pelo consumidor através dos cartões”, explica.

Vilson Noer, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da Capital (CDL/POA) diz que os dados locais se assemelham ao restante do País. “Até agora, apenas 36% dos lojistas se beneficiaram do novo processo”. Destes, segundo Noer, 13% conseguiram reduzir as taxas, e 23% negociaram máquinas novas, com desconto. Enquanto isso, uma parcela de 64% de empresários do varejo aguarda os resultados no mercado, ainda utilizando o antigo sistema. A CDL sugere que sejam fechados contratos de curto prazo, entre seis e 12 meses. “Como as novas regras ainda são recentes, é importante que o empresário avalie bem e faça uma adequação dos benefícios oferecidos pelas administradoras ao seu cenário”, avalia Noer. O aluguel de um equipamento custava até R$ 120,00, o que pesava no orçamento dos pequenos lojistas

O presidente da CDL avalia que, pelo menos para o consumidor, não há dúvidas de que o resultado é de bons frutos. “As operações nas lojas ficaram bastante práticas, com mais agilidade e eficácia”, destaca. “Nossa luta agora é pleitear a queda da taxa de juros cobrada ao consumidor no cartão de crédito rotativo”, ressalta Pelizzaro Junior. “As taxas de juros cobradas atualmente ultrapassam qualquer limite da razoabilidade, levando os consumidores à situação de inadimplentes, uma vez que são impagáveis – em alguns casos, essa cobrança chega até 600% ao ano.”

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