Mas, afinal, o que é inovação?

O desafio do varejo nos últimos anos tem sido se reinventar a cada dia na busca por surpreender o cliente. Com a propagação das informações via internet a respeito de produtos e serviços, o consumidor vem…

O desafio do varejo nos últimos anos tem sido se reinventar a cada dia na busca por surpreender o cliente. Com a propagação das informações via internet a respeito de produtos e serviços, o consumidor vem aumentando ainda mais seu grau de exigência em relação às marcas. E não poderia ser de outra forma, já que também as marcas respondem de modo diferente do que há anos respondiam. Hoje se destacam as relações entre empresas e pessoas. O consumidor está constantemente avaliando e participando da vida das empresas. Sugere alterações, critica, elogia e até produz em conjunto com as marcas. A inovação não está mais trancada em salas de reuniões, ela está em toda a parte. E é este pensamento que devemos ter em mente ao elaborar as estratégias para o nosso negócio.

Ao mesmo tempo em que o consumidor exige mais, também vivemos uma época de dificuldades econômicas, endividamento e preços altos. Como inovar sem investir altos valores, sem repassar estes investimentos aos nossos produtos e ao consumidor final? Novamente reforço a ideia de que a inovação não é, necessariamente, cara. Tomemos como exemplo a criação do código de barras, há 60 anos, uma invenção que revolucionou a gestão de estoques e até mesmo o atendimento no varejo. Norman Joseph Woodland, um dos engenheiros responsáveis pela criação do código de barras, estava em uma praia quando desenhou na areia as linhas que depois se tornaram o código. Embora a implementação propriamente dita fosse cara para a época, a ideia em si veio da adaptação gráfica do código morse. Ou seja, a inovação às vezes depende de enxergarmos de forma diferente aquilo que já existe. E, se a ideia é boa, mais cedo ou mais tarde o mercado a perceberá e, do mesmo modo, o consumidor.

Com a proximidade do Natal, se faz ainda mais necessária essa consciência de que somente mostrando diferenciais as lojas poderão se destacar em um mercado competitivo como o nosso. Mas, apesar dessa competitividade, há espaço para crescer. Ainda usando o Natal como exemplo, esta é a data que deixa mais evidente a importância do encantamento e o quanto ele faz diferença na fidelização do cliente. As tecnologias estão aí para nos ajudar a potencializar este encantamento. Porém, somente elas não bastam para a inovação acontecer. Lembre-se que o cliente sempre vem antes da tecnologia, e não o contrário. Descubra como cativar o seu cliente trazendo uma experiência interessante de consumo, o que pode depender ou não de uma nova tecnologia. Buscar referências nos eventos de varejo, no que outros lojistas fazem e nas literaturas disponíveis são alguns dos caminhos para estimular a inovação dentro e fora das empresas.

Durante a segunda edição da Feira Brasileira do Varejo – a Febravar – em setembro deste ano, pudemos conviver um pouco com as novidades em equipamentos, softwares e gestão para o varejo e também aproveitar a ocasião para buscar inspiração em histórias de sucesso de lojistas que são referência para o setor. E o que eles nos ensinaram? Principalmente que a inovação é, e sempre foi, uma questão de sobrevivência. E isso vem do conhecimento, mais do que do dinheiro. Hoje tem poder quem tem conhecimento e capacidade de fazer acontecer a partir do que sabe. Portanto, está em nossas mãos criar novas experiências e entender cada vez mais o nosso cliente e o nosso negócio. Basta começar!

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