Medindo a produtividade

Pesquisa aborda a produtividade da mão-de-obra; soluções para medir desempenho são as mais procuradas. Para metade dos varejistas, rendimento da equipe é diferencial competitivo

Com o crescimento da economia na América Latina e a ascensão da nova Classe C brasileira, os varejistas precisam criar novas experiências em suas lojas para atrair os clientes e criar fidelidade de longo prazo. E esta iniciativa passa, necessariamente, por uma melhor qualificação em seu time de colaboradores.

Produtividade

A palavra é produtividade. Para 50% dos varejistas, a produtividade de sua equipe é seu maior diferencial competitivo. Foi o que detectou uma pesquisa encomendada pela Kronos, no México e no Brasil.

A Kronos está interessada em saber como o varejista brasileiro gerencia sua força de trabalho. A empresa, que comercializa soluções para otimização do tempo e desenvolvimento de estratégias de gestão de equipes, percebeu que o mercado de varejo brasileiro acumula perdas pela falta de controle e má administração da sua mão-de-obra. “Mão de obra é chave no varejo”, adianta Luis Moura, diretor de operações da Kronos para o Brasil e o Caribe. Ao adaptar ferramentas tecnológicas à gestão das equipes, a Kronos consegue monitorar a produtividade e medir desempenhos – que já faz em cem países. “Percebemos que agora os varejistas brasileiros começam a perceber o quanto este tipo de consulta é valiosa, e temos aumentado a implementação de soluções desse tipo”, comenta.

De volta ao estudo, 57% dos entrevistados descrevem a meta de sua tecnologia de gestão da força de trabalho como “colocar a pessoa certa, no lugar certo e na hora certa” para criar uma experiência diferenciada para o cliente.

Sistemas Automatizados

Por outro lado, com apenas cerca de 30% das empresas usando sistemas automatizados, muitas organizações perdem as oportunidades para melhorar a produtividade, o serviço ao cliente e o alinhamento da força de trabalho com a demanda dos consumidores. No que diz respeito às soluções de tempo e comparecimento totalmente automatizadas, em um rápido comparativo com os varejistas mexicanos, eles estão muito à frente dos brasileiros (47% e 23% respectivamente).

Ainda segundo informações colhidas junto aos varejistas, para cativar seus consumidores, é preciso analisar opções como automatizar e integrar seus sistemas de gestão da força de trabalho. Só assim será possível unir esses dados com os dos clientes, o que facilitará a tomada de decisões em tempo real, necessárias para criar mais envolvimento e experiências mais rentáveis com os clientes.

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