Menos impulso, Mais decisão

Os porto-alegrenses são pragmáticos em suas idas aos shopping centers: permanecem menos tempo andando pelos corredores, visitam menos lojas, mas em compensação gastam mais do que a média nacional em suas…

Os porto-alegrenses são pragmáticos em suas idas aos shopping centers: permanecem menos tempo andando pelos corredores, visitam menos lojas, mas em compensação gastam mais do que a média nacional em suas compras. Não são muito afeitos a entrar só para dar uma olhadinha: quando vão a uma loja, quase sempre saem carregando sacolas. Essas conclusões são uma pesquisa sobre o perfil do frequentador de shoppings realizada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Ao analisar o comportamento de consumidores em seis capitais, o levantamento apontou que a Capital gaúcha tem o maior índice de compradores da classe B e o tíquete médio mais alto.

– Os dados refletem um planejamento do gaúcho em relação às compras: ele não costuma consumir por impulso, mas, quando decide comprar, compra bastante – analisa Liliane Rohde, professora de Marketing e Comportamento do Consumidor da ESPM-Sul.

Nova sensação da economia, as classes C e D ainda são coadjuvantes nos shoppings porto-alegrenses. Apenas 14% dos frequentadores são da classe C, embora essa categoria represente praticamente metade da massa consumidora da Capital. Liliane explica que o dado retrata uma forte ligação da classe média com o comércio de rua:

– Para a classe C, ir ao shopping ainda é um passeio, uma curiosidade. As compras ainda são feitas no Centro, na (Avenida) Assis Brasil ou na (Avenida) Azenha, por exemplo.

Embora sejam atraídos pelas lojas, outros chamarizes motivam a ida dos porto-alegrenses aos shoppings. A grande maioria é frequentadora habitual das salas de cinema, e quase 70% faz algum lanche antes ou depois do filme.

Cinema e lanche levam aos centros

A praça de alimentação, por sinal, parece ser um dos pontos altos da visita aos centros de compras: quatro em cada 10 porto-alegrenses aproveitam o passeio para comer alguma coisa, o segundo maior índice do Brasil. Os gastos com refeição são os mais altos do país, ao lado de São Paulo: R$ 25 por pessoa.

– Isso pode explicar o tempo médio reduzido dos porto-alegrenses nos shoppings: quando entram apenas para fazer um lanche, em geral permanecem menos tempo do que quem vai olhar as lojas – explica Adriana Colloca, superintendente da Abrasce.

Um dado que chama a atenção é a forma de pagamento: ninguém usa mais do que os gaúchos cartões de crédito ou de bandeira própria das lojas para quitar a compra. Do outro lado da balança, o pagamento em dinheiro é opção secundária, usada por apenas 31% dos porto alegrenses. No Rio de Janeiro, por exemplo, essa participação é de 46%.

O cartão de débito é a opção intermediária, o que não deixa de ser uma surpresa, uma vez que os gaúchos são os maiores usuários desta opção de pagamento, conforme a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços.

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