Ministro garante metrô para Capital

Negromonte disse que proposta de Porto Alegre será incluída no PAC

Agora só falta a confirmação oficial, mas Porto Alegre está cada vez mais perto de ter a sua linha de metrô. Mais um indicativo de que o projeto finalmente deverá sair do papel foi dado ontem pelo ministro das Cidades, Mário Negromonte. Em visita à cidade, ele assegurou que a Capital será contemplada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, lançado pelo governo federal no começo deste mês. – Porto Alegre não tem concorrentes. Está garantido – afirmou o ministro ao lado do prefeito José Fortunati, que abriu um largo sorriso com a frase.

Para Negromonte, o projeto se enquadra no programa federal. – O PAC recebe projetos de até R$ 2,4 bilhões. Então, como o metrô daqui tem 15 quilômetro e o orçamento está baseado em R$ 2,1 bilhões, acho que se enquadra sem problemas. É o sonho de Porto Alegre, é o sonho do Rio Grande do Sul – apontou.

A garantia do ministro baiano reforça a afirmação feita pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a coordenadora do PAC, de que Porto Alegre levava vantagem sobre as outras propostas. A inscrição ao programa, no entanto, ainda não foi efetivada. Fortunati adiantou que os documentos deverão ser encaminhados até 3 de abril. – Estamos finalizando a modelagem financeira e o trecho que será apresentado. O ministro e a presidente Dilma têm todo o interesse em que o metrô seja construído em Porto Alegre – destacou o prefeito.

A prefeitura tem até o fim do mês para bater o martelo quanto ao traçado. A linha do Mercado Público até o terminal Azenha poderá ser eliminada. O trecho é considerado o mais oneroso em razão do tipo de solo e também por ser uma área extremamente urbanizada, o que acabaria acarretando desapropriações muito caras.

Os técnicos estudam ampliar o trajeto para o Norte, do Terminal Triângulo até a sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), na Avenida Assis Brasil, num total de 4,5 quilômetros. Nessa região, não haveria necessidade de indenizações, já que as composições seguiriam por baixo da avenida. – Isso é o que está em aberto. Um dos dois sai porque a modelagem financeira modifica, podendo ultrapassar os valores previstos no PAC – adiantou Fortunati.

Conheça o projeto

– O percurso de 15 quilômetros, quase todo subterrâneo, prevê a ligação da zona norte da Capital até o Centro, atendendo a 55% da demanda do transporte coletivo da cidade

– O traçado, previsto para passar pelos atuais corredores de ônibus, pode sofrer alterações. A ligação até a Azenha, considerada muito cara devido às desapropriações, poderá ser eliminada do projeto. Para compensar, a linha se estenderá do Terminal Triângulo até a Fiergs

– O metrô deverá atender 370 mil passageiros/dia

– A tarifa será semelhante à da linha dos ônibus, hoje em R$ 2,70, sem qualquer subsídio do governo federal

– As obras estão avaliadas em R$ 2,1 bilhões

– O sistema deverá ser administrado por uma empresa selecionada pela prefeitura

COMO TORNÁ-LO VIÁVEL

– O projeto do metrô seria incluído no PAC da Mobilidade

– O programa prevê o investimento de R$ 18 bilhões em obras de infraestrutura de transporte no país

– O PAC beneficiará as 24 maiores cidades e suas regiões metropolitanas

– Os projetos podem incluir, além de metrôs, sistemas de transporte sobre pneus – ônibus exclusivos – e sistemas sobre trilhos – como trens urbanos

– O limite máximo de recurso para os municípios-sede de das regiões metropolitanas com mais de 3 milhões de habitantes é de R$ 2,4 bilhões

AS EXIGÊNCIAS

Os projetos do PAC devem ser apresentados seguindo critérios preestabelecidos para enquadramento:

1) CONTRAPARTIDA FINANCEIRA

– Pelas bases do PAC, a prefeitura deve apresentar uma contrapartida de 5% do valor total da obra, o que daria atualmente R$ 115 milhões

– Esse montante não será bancado exclusivamente pelo município. Essa conta deverá ser dividida pela empresa que vencer a licitação para administrar o sistema, além de incluir as possíveis isenções fiscais do Estado, que ainda está em negociação

2) DESAPROPRIAÇÕES

– Como o trajeto do metrô foi projetado para acompanhar os corredores de ônibus, especialmente das avenidas Farrapos e Assis Brasil, o número de desapropriações deverá ser muito baixo

– A tendência é de que a linha do metrô até a Azenha seja suprimida, diminuindo os custos com as desapropriações

3)INTEGRAÇÃO

– O projeto do metrô já foi elaborado com integração do sistema de transporte coletivo da capital, da Região Metropolitana e também com o trensurb

– Com a Copa de 2014, a partir do projeto Portais da Cidade, a Capital receberá o sistema de ônibus rápidos, chamado BRT. Esse novo modelo também já foi adaptado ao projeto do metrô

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