Mobile commerce é a tendência para abertura de novos mercados no setor moveleiro

Mulheres de meia idade da classe média são as principais usuárias dessa plataforma de compras, que deve contar com mais de 70 milhões de usuários em 2017

A era da conectividade transformou a relação entre consumidor e empresa e, agora, estar disponível 24 horas por dia é essencial para manter a competitividade. Esta mudança comportamental, apresentada no Relatório do Sistema de Inteligência Setorial do Sebrae, tem movimentado o setor de móveis de madeira e destaca o mobile commerce (m-commerce) como oportunidade para atingir um mercado que deve contar, em 2017, com 70,5 milhões de usuários brasileiros de smartphones.

À medida que dispositivos móveis, como celulares e tablets, substituem computadores de mesa e notebooks, o e-commerce cede lugar ao m-commerce, aquecendo duplamente um mercado que já vem está em ascensão. Para os próximos anos, esse modo de compra terá um grande potencial para as empresas do setor de móveis de madeira que já contam com um e-commerce estruturado. No ranking das categorias mais pesquisadas no site de vendas Mercado Livre, o segmento Casa e Decoração pulou da 14ª posição em 2011 para o 7ª lugar em 2013. O perfil do consumidor de m-commerce é bem definido: mulher de meia idade da classe média. Juntas, as classes A e B representam 64% de um mercado dividido entre homens (43%) e mulheres (57%), entre 35 e 49 anos (39% das mulheres). A implantação de um mobile commerce exige o domínio de questões como logística, meios de pagamento e plataforma. E é imprescindível que o pequeno negócio já tenha um e-commerce bem estruturado.

A rede Walmart teve um aumento de 800% no mobile commerce em um pouco mais de um ano. De acordo com Marcia Maia, Mobile Head do Walmart.com, deve-se “respeitar as limitações dos aparelhos e explorar suas possibilidades”, avaliando o uso de um site ou aplicativo de interface simples e intuitiva que aperfeiçoe ao máximo a experiência de compra. “Como a utilização desses dispositivos ocorre em intervalos de tempo e com a atenção compartilhada, a redução no número de passos para finalizar uma compra também é importante”, define Marcia, reforçando a importância da velocidade no carregamento de fotos e textos e da quantidade de cliques até o fechamento da compra. E a agilidade deve continuar na hora do pagamento, passando segurança ao comprador e sendo simples ao mesmo tempo. “A solução de m-commerce deve dedicar atenção à performance, à usabilidade e ao fluxo rápido de checkout”, conclui.

Complementando as sugestões da Mobile Head, o relatório do SIS também recomenda as seguintes ações aos empreendedores:
*Buscar parcerias entre empresas do setor moveleiro e empresas de tecnologia, que atuem no mercado de e-commerce e dispositivos móveis;
*Procurar por certificações que ofereçam maior segurança;
*Capacitar-se ao máximo em assuntos como gestão, logística, finanças e marketing.

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