No RS, setores que cresciam acima da média deverão passar por desaceleração, avalia economista

Alguns setores que estavam com suas vendas baseadas na grande oferta de crédito terão que passar por um reposicionamento a partir da crise financeira que atinge o mundo como um todo. No Rio Grande do Sul,…

Alguns setores que estavam com suas vendas baseadas na grande oferta de crédito terão que passar por um reposicionamento a partir da crise financeira que atinge o mundo como um todo. No Rio Grande do Sul, três segmentos em específico que estavam com uma atuação acima da média começarão agora a sentir os impactos nos seus resultados das vendas.

Segundo os números do IVC-RS (Índice de Vendas do Comércio do RS), divulgado pela Fecomércio-RS, as vendas varejistas de Veículos, Motocicletas, Partes, Peças e Acessórios, acumuladas em 17% no período janeiro-agosto; de Móveis e Eletrodomésticos, acumuladas em 10,7%; e de Equipamentos e Material para Escritório, Informática e Comunicação (+ 29,4%) serão as primeiras a passarem por uma desaceleração. Mas uma a análise do economista da Fecomércio-RS, Eduardo Merlin, acentua que mesmo com a desaceleração iminente, estes três setores terminarão o ano com resultados positivos, uma vez que boa parte desse crédito era próprio.

“Os empresários farão um esforço a mais para poder aproveitar esse período de final de ano, com crescimento de pessoas contratadas pelas vagas temporárias e ainda a injeção do 13º salário”, afirma Merlin. Apenas no Estado, números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) permitem estimar cerca de 140 mil pessoas a mais com carteira assinada até dezembro desse ano. Sendo assim, o economista pondera que esse efeito crise será mais notado em 2009, e que a aposta agora é buscar as vendas com pagamento à vista. “Nesse cenário, valerá a pena para o consumidor negociar o pagamento em dinheiro, o que beneficiará as empresas também”.

Merlin comenta que especificamente para as vendas de material de construção, os empresários do setor não sentem o freio no consumo imediatamente, uma vez que existe um efeito de inércia sobre aquelas construções já iniciadas e que permanecerão vendendo. Segundo sua explicação, a parte mais estagnada agora será mesmo sobre o consumo de itens para o acabamento de um projeto. “A parte mais pesada da obra segue em andamento, o que ficará postergado para um período menos turbulento serão os detalhes de uma obra”, afirma.

Vendas de itens mais baratos saem ganhando
O economista da Fecomércio-RS lembra que a parcela que deixa de ser investida pelo consumidor para itens mais caros não serão poupadas, mas sim redirecionadas para outros ramos. “A contrapartida positiva da crise será uma melhora nas vendas de alimentos, vestuário e calçados, mais abdicadas pelo pagamento de parcelas altas. Ou seja, nos itens que possibilitam a venda à vista haverá um aumento da procura, pois o dinheiro não ficará parado na mão do consumidor”, finaliza Merlin.

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