No Sul, calor intenso deu impulso extra ao comércio

O calor intenso e o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os produtos da linha branca levaram o varejo do Sul do país a encerrar janeiro com vendas bem acima do planejado. O…

O calor intenso e o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os produtos da linha branca levaram o varejo do Sul do país a encerrar janeiro com vendas bem acima do planejado. O benefício fiscal terminou no fim de janeiro, mas as lojas ainda dispõem de produtos adquiridos com o benefício fiscal para atrair os consumidores. Por conta dessa perspectiva e já com os números dos primeiros dias de fevereiro na mão, a expectativa é de um bimestre inteiro de faturamento em alta.

As principais redes de varejo de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e móveis do Rio Grande do Sul iniciaram o ano com o pé no acelerador. As vendas de janeiro chegaram a crescer 15% em relação às do mesmo período de 2009 e as projeções são de que o ritmo de expansão poderá ser ainda maior em fevereiro, acomodando-se em níveis um pouco mais modestos até o fim do ano. Com temperaturas acima dos 40 graus em praticamente todo o Estado, as vendas de condicionadores de ar e ventiladores mais que dobraram no início de fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado e chegou a faltar produtos nas lojas. Na Manlec, com 40 lojas no Rio Grande do Sul, as vendas aumentaram 15% em termos reais em janeiro ante o mesmo mês de 2009 e devem manter a taxa de crescimento em fevereiro, disse o vice-presidente Atílio Manzoli Júnior. “Nos dois primeiros dias deste mês vendemos o mesmo número de condicionadores de ar que havíamos vendido em todo fevereiro do ano passado”, revelou. A rede dispõe ainda de produtos de linha branca com IPI reduzido em estoque até o início de março, explicou o empresário, que também vê bom desempenho nos segmentos de móveis (com isenção de IPI até 31 de março), informática e televisores de plasma e LCD. Para o acumulado do ano, ele prevê uma expansão de 10% reais sobre o faturamento de R$ 197 milhões registrado em 2009. A Colombo registrou crescimento de 7% a 8% nominais em janeiro e as vendas podem aumentar um pouco mais em fevereiro, disse o diretor de compras, Gladimir Somacal. Com 342 lojas em cinco Estados, a rede fez promoções e chegou a enfrentar a falta de condicionadores de ar em janeiro. “Quando fizemos as encomendas, em dezembro, não esperávamos uma demanda tão forte.” Na semana passada as vendas da linha branca cresceram fortemente, entre 20% e 30%, mas a indústria está dando conta das encomendas sem aumentar preços, disse o executivo. Para o acumulado do ano, a Colombo prevê crescimento de 7% a 10% na receita em comparação com o R$ 1,3 bilhão de 2009. A Quero-Quero, rede com 175 lojas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina adquirida em 2008 pelo fundo Advent, registrou alta nominal de 5% nas vendas de janeiro, disse o diretor-comercial, Arnildo Heimerdinger. “Poderíamos ter vendido mais, mas a empresa decidiu não aderir às liquidações tradicionais dessa época”, explicou. Para fevereiro, segundo ele, com o crescimento de mais de 100% até agora nas vendas de condicionadores de ar e ventiladores, a expectativa é de uma alta de 30% em valores nominais sobre 2009. Com atuação forte também em materiais de construção, a empresa pretende abrir pelo menos seis novas lojas nos dois Estados neste ano. Segundo Heimerdinger, a Quero-Quero espera faturar R$ 860 milhões em 2010- .uma alta de 35% nominais sobre 2009. As vendas de ar-condicionados e ventiladores e as megaliquidações de janeiro também deixaram os varejistas catarinenses animados com o resultado do mês. A rede Berlanda, com sede em Curitibanos, teve em um crescimento de 20% nas vendas de janeiro de 2010, comparado com o mesmo mês de 2009. “Tivemos um janeiro muito bom, impulsionado pela queima de estoque”, diz Nilso Berlanda, presidente da rede. A rede conta hoje com 119 lojas em Santa Catarina. Somente em janeiro, as vendas de ventiladores, climatizadores e ar-condicionados aumentaram 51,35% em relação a 2009. Com inadimplência controlada – segundo Nilson, a taxa de maus pagadores está estacionada entre 3,5% e 4% -, a perspectiva da Berlanda é crescer em 2010. A previsão é inaugurar 20 lojas no sul de Santa Catarina, na região de Criciúma, Tubarão e Orleans. Com as inaugurações, a expectativa é que a Berlanda cresça 12% em volume de vendas. A rede Salfer, que tem base em Joinville e mais de 160 lojas entre Paraná e Santa Catarina, registrou aumento de 246% nas vendas de itens de ventilação no período. De acordo com o presidente, Vanderlei Gonçalves, janeiro tem mostrado bons resultados desde que a Salfer começou a promover liquidações de queima de estoque no mês. “Conseguimos reverter um dos meses mais fracos do ano em um período de bons resultados”, disse. Em 2010, a Salfer espera abrir mais de 50 lojas e crescer de 30% a 35% em relação a 2009. Até 2012, a expectativa é alcançar R$ 1 bilhão em faturamento e ter 300 lojas. A retirada de incentivos por parte do governo preocupa a direção da rede Santa Terezinha, que possui 64 lojas e sede em Ibaiti, Norte do Paraná. “Em 2009 tivemos mídia grátis por causa disso”, diz o gerente comercial da empresa, Everaldo Claro. Mas, independentemente do que virá pela frente, o ano começou melhor que o previsto. A meta para 2010 é aumentar o faturamento em 10%. Em janeiro ele cresceu 15% e, a contar pelas primeiras semanas, a porcentagem deve se repetir em fevereiro. Claro explica que o foco da empresa no momento está na alteração de nome, de Santa Terezinha para Liberatti, que já é usado em lojas de Rondônia há quatro anos e também foi colocado no primeiro ponto de venda inaugurado no Mato Grosso, na virada do ano. A mudança deve ser concluída até abril. “Além de aumento na demanda, houve melhora na gestão.”

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