NOTA TÉCNICA: Comércio desacelera em março, mas mantém bom crescimento de vendas

Segundo os dados do IBGE, o volume de vendas (que já desconta a inflação) do comércio varejista do Rio Grande do Sul cresceu em março 2,1% em relação ao mesmo mês de 2010. Em termos de segmentos, pode…

Segundo os dados do IBGE, o volume de vendas (que já desconta a inflação) do comércio varejista do Rio Grande do Sul cresceu em março 2,1% em relação ao mesmo mês de 2010. Em termos de segmentos, pode ser destacado o bom desempenho das vendas de móveis e eletrodomésticos, que cresceram 14,8% na mesma base de comparação. Por sua vez, a queda expressiva de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, de 17,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, pode ser atribuída ao fortíssimo desempenho de março de 2010, que elevou muito sua base de comparação.

Apesar de já podermos, de fato, identificar alguns sinais de desaceleração de crescimento nas vendas do varejo em relação às taxas observadas no ano passado, a comparação do índice de março de 2011 com março de 2010 deve ser interpretada com cautela. É necessário levar em conta o fato de que o impacto de vendas de Páscoa, em 2010, ocorreu quase inteiramente sobre o mês de março, que apresentou forte elevação do volume de vendas. Assim, a base de comparação para o mês de março de 2011 ficou inflada, reduzindo sua taxa de crescimento em grande parte devido a efeitos sazonais. Dessa forma, o crescimento de 2,1%, apesar de menor do que as taxas que vínhamos observando, pode ser considerado um desempenho positivo para as vendas, tendo em vista o peso negativo dos segmentos mais afetados pelos efeitos da Páscoa e ainda os feriados de carnaval, que reduziram o número de dias úteis do mês.

Com o resultado de março, as vendas do varejo fecharam o primeiro trimestre com um volume 6,4% maior do que o do mesmo período do ano passado. Apesar dos efeitos sazonais sobre as taxas de crescimento, o comércio apresenta alguns sinais de desaceleração, como resultado, principalmente, de uma acomodação da massa de salários da economia em março. Ademais, é natural percebermos crescimento mais moderado a partir de agora. Além da base de comparação tornar-se mais elevada, tendo em vista o forte crescimento em 2010, os efeitos de elevação de juros e contenção da expansão do crédito começarão ter alguns reflexos sobre o comércio. Esses reflexos, contudo, são limitados, visto que os fatores positivos que vêm impulsionando as vendas, como massa de salários e confiança do consumidor, mantêm-se em patamares elevados. Dessa forma, o varejo deve continuar com bom desempenho nos próximos meses, expandindo o volume de vendas em relação a 2010. As taxas de crescimento devem ser um pouco menores a partir do segundo semestre e nossa expectativa é que 2011 termine com elevação de 5% a 6% no volume de vendas.

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