Nota Técnica: Varejo gaúcho cresce 0,3% em janeiro, acumulando 10,6% em 12 meses

O volume de vendas do comércio varejista gaúcho, em janeiro, registrou um pequeno aumento de 0,31% em relação a dezembro, já descontados os efeitos sazonais, acumulando 10,6% de crescimento em 12 meses….

O volume de vendas do comércio varejista gaúcho, em janeiro, registrou um pequeno aumento de 0,31% em relação a dezembro, já descontados os efeitos sazonais, acumulando 10,6% de crescimento em 12 meses. Esse resultado foi puxado pelos crescimentos de 0,7% e 2,5% nos setores de vestuário e de móveis e eletrodomésticos, respectivamente. Além disso, o setor de supermercados e hipermercados e de combustíveis, apresentaram estabilidade. A parte negativa ficou por conta do setor de material de escritório, informática e comunicação, de artigos pessoais, de artigos farmacêuticos e de papelarias e livrarias, caindo 4,2%, 2,8%, 1,7% e 1,6%, respectivamente. Todavia, apesar da queda, todos esses setores apresentam crescimentos expressivos em relação ao mesmo mês do ano anterior, como podemos ver no gráfico abaixo.

Sob o quadro apresentado acima, avaliamos que esse resultado foi obtido pela recuperação em 2010 do desempenho industrial (8,7%), pelo crescimento da massa de salários (10,4%), pelo baixo nível da taxa de juros (taxa média durante 2010 de 9,9% a.a.), e pela alta confiança das famílias na economia (em torno de 130 pontos, o que é significativamente maior que o ponto de indiferença em 100 pontos). Todavia, para esse ano acreditamos que o desempenho da indústria de transformação deve crescer no máximo 3%, pois a taxa de câmbio deve continuar baixa (R$/US$ 1,70) e a escassez de mão de obra deve dificultar a contratação de funcionários.

Além disso, a taxa de juros deve atingir 12,25% e possivelmente observemos mais medidas para conter a expansão do crédito, como sinaliza a Ata da última reunião do Copom, o que terá impacto negativo sobre a economia. Mesmo assim, a prestação de serviços, a construção civil e o comércio devem continuar empregando, criando empregos e impactando positivamente no nível de salários, de tal forma que o crescimento da massa de salários prevista para o ano de 2011 é de 5%. Nesse sentido, avaliando que a taxa Selic ficará em 12,25%, patamar baixo para nosso histórico, que teremos crescimento na indústria e o mercado de trabalho continuará aquecido, acreditamos que o desempenho de vendas deve elevar-se entre 5% e 6% nesse ano.

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