Nova classe média do País movimenta R$ 1 tri ao ano

Segundo o presidente do instituto de pesquisas Data Popular, o segmento tornou-se o verdadeiro mercado de consumo brasileiro.

A chamada “nova classe média” tornou-se não mais um segmento de mercado, mas…

Segundo o presidente do instituto de pesquisas Data Popular, o segmento tornou-se o verdadeiro mercado de consumo brasileiro.

A chamada “nova classe média” tornou-se não mais um segmento de mercado, mas o verdadeiro mercado brasileiro. Essa é a opinião do especialista Renato Meirelles, presidente do Data Popular, instituto pioneiro em pesquisas sobre as classes C, D e E no Brasil. Meirelles, que já conduziu diretamente mais de 300 estudos sobre o tema e fez parte da comissão que estudou a nova classe média na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República em 2012, ministrou ontem em Porto Alegre a palestra “Comunicação para a Nova Classe Média”, parte da programação Semana ARP de Comunicação, organizada pela Associação Riograndense de Propaganda.

Segundo o especialista, a nova classe média brasileira movimenta mais de R$ 1 trilhão por ano e tem três protagonistas: os negros, os jovens e as mulheres. Meirelles avalia que o crescimento da nova classe média deve se manter nos próximos anos porque está alicerçado no aumento do emprego formal e da escolaridade média dos brasileiros. Além disso, a classe C deverá se manter como o principal mercado consumidor do Brasil.

Durante a palestra, o pesquisador lembrou que, quando começou a trabalhar com a questão, em 2001, boa parte do mercado publicitário não acreditava que a classe C iria comprar. “Muita coisa mudou. As empresas passaram a enxergar a Classe C não mais como um nicho de mercado, mas como o verdadeiro mercado do Brasil. O Brasil deixou de ser um país com estrutura de pirâmide social, com mais gente concentrada na base, e passou a ser um país com estrutura de losango social, com mais gente na classe média ou classe C”, avalia.

Contudo, Meirelles também alerta para os riscos do “senso comum” na comunicação com a nova classe média. “Estamos chamando de classe média uma família que vai de R$ 1.120,00 a R$ 4.500,00. Média é antes de tudo um conceito estatístico. Metade da população brasileira pertence a famílias com renda per capita de pouco mais de R$ 500,00”, explica. “A tendência de todo mundo é sempre se achar classe média. A pessoa não se enxerga como a elite que realmente é. E quando você não entende isso, você erra na comunicação”, acrescenta.

O pesquisador lembra ainda que começa a se formar no Brasil também uma nova classe A e B. “Temos 44% da classe A e B que são a primeira geração de pessoas com dinheiro na família. Brasileiros que têm cabeça, jeito de pensar de classe C, e bolso de classe A e B. Daqui a dez anos vão ser dois terços da classe A e B”, destaca.

Meirelles revela ainda que a região Sul é, proporcionalmente, onde há maior população pertencente à classe C. “O Nordeste é a única região do País em que as classes D e E são maiores do que a classe C. Aqui no Sul há 58% de classe C”, afirma.

O especialista também destacou o potencial das favelas, com uma população de cerca de 11,7 milhões de brasileiros. “É um mercado invisível para boa parte das empresas. O consumo nas favelas é de R$ 63 bilhões por ano. É muita grana para ser ignorada pelos anunciantes. Mas se trata a favela com muito preconceito.”

Foto: Antonio Paz – Jornal do Comércio

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