Novas máquinas processadoras chegam ao comércio em julho

O comércio brasileiro viverá um novo momento na história de operações de cartão de crédito a partir de julho, quando a empresa gaúcha Get Net, em parceria com o grupo Santander, inserir no mercado a…

O comércio brasileiro viverá um novo momento na história de operações de cartão de crédito a partir de julho, quando a empresa gaúcha Get Net, em parceria com o grupo Santander, inserir no mercado a primeira máquina processadora com capacidade de centralizar todas as operações de cartão de crédito. Sem precisar mais utilizar um equipamento específico para cada bandeira, os lojistas devem economizar nos aluguéis das máquinas (que custam, em média, de R$ 80,00 a R$ 120,00 por mês cada uma) e poderão negociar taxas e prazos de reembolsos com as operadoras. Segundo Roque Pellizzaro Junior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a unificação das bandeiras em uma só máquina deverá gerar uma economia de R$ 1,2 bilhão por ano, além de gerar concorrência, possibilitando a diminuição dos custos. Segundo o presidente da CNDL, além da Get Net, que passa a operar em todo o País, outras duas empresas norte-americanas e uma europeia já estão estudando o mercado brasileiro para oferecerem seus equipamentos aos lojistas. “Acreditamos que nos próximos 12 meses provavelmente existam no mínimo outros dois players novos no ramo”, estimou Pellizzaro Junior. Segundo um estudo realizado pela entidade e pelo Banco Central, foi constatado que as taxas brasileiras são três vezes maiores que a média mundial. Outro ponto do estudo mostrou que, em outros países, o varejo recebe o dinheiro da venda com cartão após 17 dias da operação, enquanto no Brasil os lojistas precisam esperar cerca de 30 dias para serem reembolsados. A CNDL defende o reembolso em sete dias.

Pellizzaro Junior lembrou que, atualmente, 96% do mercado é coberto pelas bandeiras estrangeiras Visa e Mastercard e que esta concentração é desvantajosa. “Nossa luta será acirrar o aumento da concorrência, puxar os preços para baixo e criar bandeiras domésticas expressivas”, anunciou o presidente da CNDL, ao lado de Vilson Noer, que preside a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL), e Vitor Koch, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Logistas do Rio Grande do Sul.

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