O consumidor digital vai modificar o varejo. É o neoconsumidor.

A propensão à digitalização do consumidor brasileiro mudará drasticamente as relações comerciais no varejo nos próximos anos. Haverá uma diminuição das margens de lucro dos fornecedores e um aumento…

A propensão à digitalização do consumidor brasileiro mudará drasticamente as relações comerciais no varejo nos próximos anos. Haverá uma diminuição das margens de lucro dos fornecedores e um aumento da postura crítica do cliente na hora da compra.

O panorama, propiciado pela expansão dos múltiplos canais de vendas, é a principal conclusão do Estudo sobre o Neoconsumidor, apresentado em pesquisa da empresa de consultoria GS&MD-Gouvêa de Souza, em parceria com o Grupo Ebeltoft.

Durante o mês de julho foram ouvidas 5.500 pessoas em 11 países: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Portugal, Dinamarca, Romênia e Austrália.

Segundo as diretrizes do estudo, neoconsumidor é a pessoa que tem acesso a diversos canais – inclusive aos digitais, como internet, celular e TV interativa.

“Essas ferramentas têm um potencial enorme como transformadoras da economia, pois permitem que o consumidor compare os preços e as características dos produtos não só nacionalmente, mas globalmente”, analisa Marcos Gouvêa, diretor geral da Gouvêa de Souza.

Os números da pesquisa mostram o brasileiro como o consumidor mais propenso a aderir ao comércio eletrônico dentre as nacionalidades participantes. Dentre os recortes do estudo que sustentam a afirmação, estão:

– os brasileiros são os que mais se desapontam se não encontram suas lojas preferidas no ambiente da web (53%);
– são os mais receptíveis a receber promoções e propaganda pelo celular (42%)
– são os que mais acreditam que lojas sem website não existirão no futuro (57%)
– estão entre as três nacionalidades que mais comparam preços de produtos em sites especializados (73%)

A grande revelação do estudo sobre o neoconsumidor é a relação entre o crescimento do varejo multicanal ao aumento do PIB per capita de um país. “Existe um ponto nessa curva, uma espécie de gatilho multicanal. Quando tal ponto é atingido, o crescimento passa a ser rápido e exponencial”, afirma Luiz Góes, sócio-sênior da GS&MD-Gouvêa de Souza.

Góes calcula que o Brasil alcançará seu gatilho multicanal em seis anos – ou até mesmo antes, devido à já citada propensão digital dos consumidores do País. “A grande lição desse gatilho para os varejistas é: comece a olhar com carinho para outros canais. Porque o brasileiro vai começar a comprar de forma diferente. Essa curva vai começar a empinar rapidinho”, alertou Góes.

Os resultados do Estudo sobre o Neoconsumidor nortearão os debates e apresentações do 12º Fórum de Varejo da América Latina, que acontece nos dias 22 e 23 de setembro, em São Paulo. No evento, serão apresentados cases nacionais e internacionais para ilustrar as discussões sobre os novos modelos e estratégias de negócios multicanais.

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