O grande papel dos pequenos na crise

As micros e pequenas empresas são as maiores geradoras de postos de trabalho do país, abarcando em torno de 85% da mão de obra. Só esse dado é suficiente para que se tenha uma ideia da importância que esse…

As micros e pequenas empresas são as maiores geradoras de postos de trabalho do país, abarcando em torno de 85% da mão de obra. Só esse dado é suficiente para que se tenha uma ideia da importância que esse setor tem para a economia do país. Esse significado foi bastante ampliado também por conta da recessão econômica que tomou dos mercados ao final de 2008, funcionando como uma efetiva blindagem interna.

A análise sobre o segmento foi feita por Silas Santiago, secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional. Ele lembrou que os pequenos sofreram bem menos que as demais empresas em meio a um contexto que apontou para um resultado negativo de 0,2 % na atividade econômica brasileira ao final de 2008. Segundo o dirigente, isso se deveu ao fato de que as micros e pequenas empresas ofertam serviços e produtos majoritariamente no mercado nacional, o que fez com que ficassem mais distante do epicentro da crise global. Com isso, mantendo sua produtividade e nível de empreendedorismo, ajudaram a criar as condições para que o Brasil pudesse se articular para superar os desafios e voltar a crescer.

Um outro dado fornecido por Silas Santiago diz respeito ao montante de empresas de pequeno porte no país. De acordo com informações do Simples Nacional, também conhecido como Super Simples, esse total está hoje na casa dos 3 milhões. O Simples é um regime diferenciado de tributação que, a partir de 2007, além dos impostos federais, passou a abranger o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), municipal. A estimativa é que a redução de tributos para os beneficiados pode chegar a 67%.

Tudo indica que a crise econômica está ficando para trás e as projeções estão dando conta de que haverá uma boa recuperação dos índices relativos ao Produto Interno Bruto (PIB), que muitos estimam para algo em torno de 5%. Nessa trajetória, há muito para se debitar ao papel cumprido pelos pequenos empreendedores. Essa vitalidade foi fundamental para que o país pudesse respirar e planejar suas políticas públicas e privadas para retomar sua situação pré-crise. Agora é a hora de colher os frutos de uma nova realidade e, certamente, os pequenos negócios estarão novamente contribuindo para o crescimento.

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