O medo da rotatividade: Por que as taxas de turnover ainda tem tirado o sono de muitos gestores de RH?

*Por Alexandre Prates

Nesses anos dedicados ao desenvolvimento de líderes e empresas, venho acompanhando situações que antes mal ouvíamos falar, mas que hoje parecem fantasmas dentro das organizações….

*Por Alexandre Prates

Nesses anos dedicados ao desenvolvimento de líderes e empresas, venho acompanhando situações que antes mal ouvíamos falar, mas que hoje parecem fantasmas dentro das organizações. Umas delas – e talvez a mais alarmante – é a rotatividade de profissionais. Os índices atuais de turnover tem tirado o sono de muitos gestores.

Segundo pesquisa conduzida pela consultoria DBM com 770 profissionais de 12 áreas distintas, 45% dos entrevistados manifestaram a intenção de mudar de empresa em até três anos. Grande parte dos profissionais entrevistados considera de três a cinco anos o tempo ideal para permanecer em uma empresa. Apenas 10% dos colaboradores com idade superior a 63 anos julgam este intervalo adequado, índice que aumenta para 63,34% entre os executivos na faixa de 21 a 27 anos.

Com a taxa de desemprego em 6%, as ofertas de trabalho cresceram de forma avassaladora. Profissionais de algumas áreas são disputadíssimos pelas empresas. E no meio dessa “caça aos talentos”, venho percebendo a deficiência das organizações em criar estratégias assertivas para reter os bons profissionais, e por outro lado, vejo uma total falta de comprometimento dos profissionais com as empresas e, principalmente, com as suas carreiras.

As organizações investem em plano de carreira, remuneração variável, participação nos lucros etc, e por vezes se frustram com os resultados das ações em prol da retenção dos profissionais. É fato que muitas empresas ainda precisam evoluir para ser atrativa. No entanto, precisamos compreender um fator fundamental desse processo e que muitas vezes é negligenciado pelas empresas: a verdadeira essência do comprometimento. E só existe uma – ver sentido no que se faz!

Qual é o seu propósito de vida? O que você realmente quer fazer? Onde o seu trabalho pode te levar daqui a 5, 10 anos? Enquanto um profissional não tiver claro qual é o seu propósito pessoal e de carreira, sempre buscará a solução das suas angústias em outra empresa, pois dificilmente reconhecerá que precisa evoluir e superar os desafios cotidianos.

Quando um profissional descobre o que realmente deseja para a sua vida e carreira, passa a se comprometer com o trabalho, pois tudo começa a fazer sentido. E como consequência, os resultados aparecerão.

Os profissionais precisam compreender que não adianta pular de emprego em emprego. Se o trabalho não tem sentido para ele, não adiantará buscar isso lá fora. E as organizações precisam incluir em seus programas de retenção de talentos uma ampla discussão sobre carreira e projeto de vida. Dessa forma, os profissionais poderão compreender que é preciso construir uma história e deixar uma marca nas organizações por onde passam.

A realização e o sucesso estão em um só lugar: dentro de cada um! Portanto, o investimento na retenção dos melhores talentos não pode estar apenas nos processos. É preciso investir verdadeiramente na percepção das pessoas e corrigir um erro do nosso sistema educacional: a visão de curto prazo.

*Alexandre Prates é master coach e especialista em liderança, desenvolvimento humano e performance organizacional.

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