Os desafios para o gestor que assumirá uma empresa familiar

“Ninguém gosta de pensar que vai ser substituído”. A afirmação foi feita pelo sócio da ARC Executive Talent Recruiting, Peter Anderson, que disse que, por este motivo, dentre outros, o executivo que chega…

“Ninguém gosta de pensar que vai ser substituído”. A afirmação foi feita pelo sócio da ARC Executive Talent Recruiting, Peter Anderson, que disse que, por este motivo, dentre outros, o executivo que chega para atuar como gestor de uma empresa que era liderada por um membro da família proprietária precisa tomar muito cuidado.

O primeiro passo é ter uma conversa franca com a família ou o conselho consultivo, para analisar em que estágio está o processo de profissionalização da empresa. “Se é inicial, mais educativa deve ser a atuação do executivo. Assim, conquista a confiança da família. Se ele [processo] está mais adiantado, então a relação é mais tradicional, como em uma empresa comum”.

De acordo com Anderson, atualmente, todo o processo de profissionalização das empresas é feito com ajuda de consultorias especializadas, o que antes não acontecia no Brasil. Até mesmo o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) ajuda neste processo.

Em determinadas situações, o executivo que vai assumir a gestão de uma empresa familiar se depara com dificuldades que se originam de conflitos entre parentes. E, então, cabe a ele fazer o próprio trabalho, deixando de lado o que pode tirar o seu foco e prejudicar sua produtividade.

Passando o “bastão”
Não são somente os executivos que estão chegando à empresa que se deparam com desafios, mas também a própria família proprietária, em especial, o membro que está na posição de liderança na companhia. O primeiro desafio dele é escolher alguém que agrade a todos. “Encontrar alguém ou é difícil ou é impossível”, contou Anderson, sobre o pensamento dos líderes-proprietários.

Com o sentimento de que ninguém é capaz de fazer o que ele fazia, esse profissional acaba monitorando muito de perto o trabalho do executivo, “não soltando as rédeas”, o que pode desgastar a relação entre ambos. Uma solução para isso é integrar o profissional de forma transparente e aos poucos.

Além disso, outro desafio para a empresa familiar é montar uma estrutura que permita ao profissional que está vindo de fora para administrá-la ter a quem recorrer em caso de dúvidas. “Com antecedência, a empresa tem de formar estruturas de governança corporativa. Esse é um processo cultural e que se faz ao longo do tempo”.

Por último, a empresa tem de tomar consciência de que agora é apenas proprietária e não mais gestora. E é por isso que o processo de profissionalização deve ser feito aos poucos. “Tudo que acontece de forma intempestiva tem a possibilidade de dar problemas”.

Veja também

    Noticias

    Nota Oficial: Falta de luz no centro de Porto Alegre

    Veja mais
    Noticias

    Ministério do Trabalho prorroga portaria sobre funcionamento do comércio aos fer...

    Veja mais
    NoticiasMarketing

    Conheça as principais tendências globais de consumo para 2024

    Veja mais
    NoticiasMarketing

    Novas experiências para o consumidor leitor

    Veja mais