Otimismo do comerciante melhora pelo terceiro mês seguido, aponta CNC

O Icec subiu 2,2% em outubro em relação a setembro, para 128,0 pontos

Pelo terceiro mês seguido, os comerciantes ficaram mais otimistas. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) subiu 2,2% em outubro em relação a setembro, para 128,0 pontos, informou nesta terça-feira a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Embora tenha ficado abaixo do registrado em outubro de 2011 (queda de 1,6%) na comparação mensal, o Icec registrou avanço nos três subíndices que o compõem: o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (2,9%), o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (2,0%) e o Índice de Investimentos do Empresário do Comércio (2,0%).

O índice de expectativas, que mede a percepção em relação aos próximos seis meses, também teve o terceiro avanço mensal seguido, passando a registrar alta anual. Em outubro, o indicador subiu 0,5% ante igual mês de 2011. Em setembro, o índice teve variação zero na comparação anual.

Apenas o índice de condições atuais segue no terreno negativo em relação ao ano passado – recuo de 7,7% ante outubro de 2011. “À medida que o índice de condições atuais tem subido (mensalmente), tem caído a variação negativa na comparação com o ano passado”, disse Izis Ferreira, economista da CNC. Segundo ela, a alta no Icec pode ser explicada tanto pelas medidas de incentivo ao consumo adotadas pelo governo quanto pela proximidade com o Natal, que normalmente eleva a confiança dos comerciantes.

No Índice de Investimentos do Empresário do Comércio, a expectativa de contratação de funcionários subiu 2,5% ante setembro e 3,0% frente outubro de 2011. É outro movimento influenciado pela proximidade com o Natal. Na avaliação de Izis, embora a tendência para as vendas de fim de ano sejam de alta menor na comparação com 2011, a expectativa de contratação de empregados no comércio está maior do que no ano passado.

Segundo a economista, o faturamento pode não crescer tanto, mas o volume de vendas, sim. “Há a expectativa por um Natal de presentes de menor valor”, afirmou Izis, destacando que ainda não está clara a tendência de uma maior contratação de mão de obra no varejo neste fim de ano.

Já as medidas de incentivo ao consumo ajudam a explicar o fato de a confiança ter crescido mais entre as empresas com mais de 50 funcionários, pois elas são as principais comercializadoras de bens duráveis, mais beneficiados pelas desonerações. “As medidas de incentivo podem estar favorecendo alguns setores”, disse Izis.

Na pesquisa de setembro, o Icec para empresas de até 50 empregados havia crescido 2,3% ante agosto, enquanto em firmas com mais de 50 funcionários recuara 0,2%. Neste mês, as empresas maiores superaram as menores em otimismo: 2,5% de crescimento, no primeiro caso, e 2,3%, no segundo.

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