Pais antecipam as compras de material escolar

Para as crianças, janeiro ainda é época de férias, mas para livrarias e supermercados já está na hora de preparar espíritos – e bolsos – para a volta às aulas. Com preços entre 3% e 5% maiores que os de…

Para as crianças, janeiro ainda é época de férias, mas para livrarias e supermercados já está na hora de preparar espíritos – e bolsos – para a volta às aulas. Com preços entre 3% e 5% maiores que os de 2009, os lojistas apostam em promoções e facilidades de pagamento para atrair os pais e em lançamentos para os pequenos. Lojistas esperam vendas até 8% superiores ao mesmo período de 2009, quando a crise ainda freava o consumo.

Nas prateleiras da Fnac, é só na próxima semana que o material escolar ganha mais força; agora, o foco ainda são as agendas, que fizeram o setor de papelaria da filial gaúcha ficar entre os três mais rentáveis do País. “”O mix estava mais sortido e chegou cedo, o que impulsionou as vendas””, comenta Henrique Vallandro, coordenador de produtos editoriais da Fnac Porto Alegre. Svetlana Sales Vidal, supervisora de varejo da livrarias Curitiba – grupo que controla a Livraria Porto na Capital gaúcha -, comenta que, mesmo com reajuste médio de 3%, o tíquete médio no valor das compras de material escolar já está 10% maior que o registrado no Natal. Entre os itens mais procurados, estão livros de gramática e dicionários atualizados com a nova ortografia – que cresceu entre 30% e 35% e cadernos com personagens licenciados, como Ben10 e Jolie. São exatamente os produtos especiais exigidos pelas crianças que mantêm a aposentada Teresa Almeida, 50 anos, em Porto Alegre. Nesta quinta-feira, ela ainda procurava pelas prateleiras da livraria Fnac da Capital gaúcha alguns cadernos de personagens licenciados para completar a lista de material escolar dos filhos. O restante das duas listas já foi comprado com antecedência “”Sempre compro em dezembro, para poder viajar tranquilamente””, comenta. Alunos do Colégio Champagnat, Eduardo e Bruna, que vão para a quinta e terceira séries, respectivamente, apresentaram à mãe duas listas de material que somaram cerca de R$ 1,3 mil. Apesar do valor, Teresa confessa que não pesquisou muito para completar a lista. “”Acabei comprando nas livrarias que reuniam a maior parte dos produtos pedidos””, diz.

Oferecer a maior parte dos produtos da lista é apenas parte do leque de facilidades das livrarias: descontos, promoções e até sorteios servem para atrair o consumidor. Na Livraria Porto, quem comprou os materiais escolares em dezembro, aproveitou um desconto de 5% nos pagamentos à vista. Para quem deixou as compras para janeiro e fevereiro, ainda há a possibilidade de concorrer a um carro e quatro notebooks a cada R$ 80,00 em compras. Já a rede Saraiva oferece para os clientes do cartão de crédito com a bandeira da marca parcelamento em até 15 vezes sem juros, com parcela mínima de R$ 10,00. Outro benefício é a listagem Menor preço, composta por materiais escolares com valores mais baixos. Quem quiser trocar o seu dicionário por um novo, pode levar o seu antigo e ganhar 50% de desconto na compra dos novos minidicionários da editora. A promoção também é válida para a troca de atlas, com desconto de 30%.
Os supermercadistas correm por fora e apostam na comodidade para atrair pais e filhos. O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antonio Longo, diz que alguns lojistas retiraram a decoração de Natal e já expõem cadernos, canetas e estojos. “”As crianças gostam deste momento de escolher o material e os pais as levam ao supermercado já com este objetivo””, comenta. No período de janeiro a março, as vendas de material escolar representam de 2% a 3% do faturamento das redes.

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