Para cada empresa formal no País, existem duas informais, diz Sebrae

Para cada empresa formal no Brasil existem duas informais, devido à deterioração da economia nos anos 1980 e 1990. A situação pode mudar, com as novas regras previstas na Lei Geral, que criou a figura do…

Para cada empresa formal no Brasil existem duas informais, devido à deterioração da economia nos anos 1980 e 1990. A situação pode mudar, com as novas regras previstas na Lei Geral, que criou a figura do Empreendedor Individual, que possibilitará a formalização em massa dos trabalhadores por contra própria, segundo o diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos. “Com a informalidade, todos perdem, porque ela é fundamental para a inserção internacional do Brasil como um todo e não a partir das grandes e médias empresas”, ressalta Santos.

Vantagens da formalização
Sobre as vantagens da formalização das empresas, Santos destacou que os negócios se fortalecem em um ambiente de formalidade. “As empresas podem apostar na modernização, na transparência. Melhora as regras do jogo dentro de uma mesma cadeia produtiva.” Na opinião de Santos, as novas regras previstas na Lei Complementar 123/06, que criou o Empreendedor Individual, podem mudar a face econômica do Brasil em poucos anos.

Segundo ele, o programa deixará claro o número de pessoas que fazem parte do processo produtivo brasileiro e os diversos níveis de faturamento. A partir desses dados, haverá a facilitação da construção e disseminação de ações políticas focadas no aumento do investimento em prol da produtividade. As políticas governamentais são essenciais para acelerar a elevação do faturamento dos empreendimentos de menor porte, além de aumentar os salários pagos por eles, gerando impactos positivos na distribuição da renda nacional.

Competitividade
Ainda durante o workshop “Competitividade das Pequenas e Médias Empresas”, Santos disse que a competitividade com produtos de outros países acontece no próprio País e não externamente. “Compete globalmente tanto a empresa que exporta como a que produz no mercado interno. A concorrência com o produto chinês, por exemplo, não se dá tanto lá fora, mas aqui dentro”, explicou, segundo a Agência Sebrae. Para exemplificar essa situação, o diretor citou a indústria de confecções, que está atenta cada vez mais às mudanças rápidas do gosto popular, influenciada pelos programas de televisão. Neste caso, as empresas chinesas não conseguem atender essa demanda, porque costumam fazer uma produção massiva, a partir de um único modelo.

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