Pavimento em má condição na Rua dos Andradas oferece riscos à população

Símbolo de Porto Alegre e cartão-postal da cidade, a também chamada Rua da Praia virou uma armadilha para os pedestres

Apesar do péssimo estado do pavimento, a prefeitura só vai dar um jeito na buraqueira em 2013

Equilibrada em um sapato de salto alto, Edileia Dal Bosco, 27 anos, caminha sem tirar os olhos do chão. Ela precisa andar em ziguezague para driblar os inúmeros buracos no pavimento e chegar ao fim do calçadão da Rua dos Andradas sem quedas.

Símbolo de Porto Alegre e cartão-postal da cidade, a também chamada Rua da Praia virou uma armadilha para os pedestres.

O trecho entre a Praça da Alfândega e a Rua Marechal Floriano, um dos mais movimentados da via, faz os pedestres sofrerem pelos retalhos no pavimento — e não há solução no curto prazo. A prefeitura, que vem cobrando dos cidadãos melhorias nas calçadas e autuando quem deixa de fazer a conservação, não fez o dever de casa no caso da Andradas.

O projeto de revitalização da via tem execução prevista para começar só em janeiro de 2013. E só deve ficar pronto oito meses depois. Até os operários terminarem o trabalho no calçadão, caminhar despreocupado pela rua continuará a ser um convite para uma entorse ou uma queda. Funcionária de uma financeira, Edileia já tombou. Ao se distrair, pisou em um buraco e foi ao chão.

— Não dá para andar desligado. E, se chove, a chance de enfiar o pé numa poça é grande — reconhece.

A missão de atravessar o campo minado de buracos deve tornar-se um pouco menos perigosa em julho, prazo para conclusão da recuperação da Praça da Alfândega — que terá como efeito colateral a renovação do pavimento no entorno. Já o calçadão, a partir da Rua General Câmara, fica para 2013.

Com uma doação de R$ 146 mil da Associação dos Bancos do Estado e o Sindicato dos Bancos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a prefeitura aguarda a conclusão do estudo técnico da obra, ainda sem valor definido.

O trabalho, que inclui novo projeto para as redes de água, esgoto, energia e telefonia, será concluído em seis meses. Depois, sai a licitação. Para dar fim aos buracos, o novo pavimento deve ser mais resistente. O piso atual foi projetado para receber apenas pedestres, mas caminhões de lixo e outros veículos costumam circular.

— Os reparos são desfeitos por esse trânsito. Por isso, a reforma contempla um pavimento mais forte. Não será um remendo, será um conserto duradouro — diz Ana Pellini, coordenadora do projeto Minha Calçada.

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