Pedalar é um bom negócio

Lojistas apostam no apoio ao uso de bicicletas até mesmo como forma de ganhar simpatia do consumidor

Porto Alegre é uma cidade com 1,4 milhão habitantes e sua frota de carros representa aproximadamente…

Lojistas apostam no apoio ao uso de bicicletas até mesmo como forma de ganhar simpatia do consumidor

Porto Alegre é uma cidade com 1,4 milhão habitantes e sua frota de carros representa aproximadamente 50% da população. Os principais problemas causados pelo excesso de veículos automotores são conhecidos: congestionamentos nas principais ruas e avenidas e poluição no meio ambiente. Cidades como Amsterdã (Holanda) encontraram nas bicicletas uma alternativa viável para amenizar a situação. Na capital gaúcha, no entanto, o levantamento feito pela Associação dos Ciclistas da Zona Sul (ACZS) dá conta de que apenas 20 mil habitantes pedalam para se deslocar e realizar suas tarefas diárias.

A mesma pesquisa aponta que a falta de segurança é o fator que leva os cidadãos a deixarem as bicicletas em casa e optar por outros meios de transporte. Dos entrevistados pela ACZS para o levantamento, 82% afirmaram que utilizariam o veículo caso a cidade contasse com ciclovias. O Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre pretende instalar ao longo da Capital um total de 495 quilômetros de ciclovias e ciclofaixa. O projeto foi instituído por lei em julho de 2009, e não há prazo definido para término.

A rede de lojas de moda masculina Spirito Santo é uma defensora da utilização das bicicletas como meio alternativo viável de transporte, através de campanhas de marketing tanto via redes sociais como em espaços coletivos. Entre as iniciativas tomadas pela rede de lojas destaca-se a feita durante a inauguração de seu bicicletário no estabelecimento da Rua 24 de Outubro, que contou com coquetel e aulas de spinnin abertas ao público.

O sócio-proprietário da rede Frederico Mentz também faz parte da população de ciclistas, e acredita que a conclusão do projeto revitalizará a motivação das pessoas em utilizar as bicicletas como meio de transporte, pois “quanto mais os indivíduos tiverem as condições necessárias, mais eles utilizarão os recursos disponíveis”. Mentz ressalta ainda a situação atual do ciclista nas ruas, ao declarar que atualmente “não há respeito por parte dos motoristas e muitos nem consideram a bicicleta como veículo”, enfatiza. Ainda diz que ações como as que a Spirito Santo realiza são uma forma de “colocar pressão no governo por melhores condições” para quem utiliza o veículo diariamente.

Além das ciclovias, outro recurso é necessário para que se tenha uma real adaptação social ao uso das bicicletas como meio de transporte: a instalação dos bicicletários. Mentz destaca que o uso do equipamento na sua loja atualmente é baixo, mas acredita que a conclusão do Plano Cicloviário trará consigo um aumento no número de bicicletas e, por consequência, as lojas que implementarem o recurso irão se beneficiar: “Medidas como essas mostram que o lojista se importa com o cliente, que se identifica com os problemas dele”, declara. Explica que a postura adotada sobre o assunto faz parte da mentalidade da empresa e é uma forma de se aproximar do seu cliente. “Acreditamos na sustentabilidade como marca. Enxergamos nosso cliente como uma pessoa que está “antenada” a questões como meio ambiente e trânsito”, conclui.

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