Percentual de famílias gaúchas endividadas cai em junho, mostra Fecomércio-RS

Diferentemente do registrado em maio, quando a quantidade de gaúchos com contas a pagar somava 80% das famílias, em junho o índice caiu para 75%. A conclusão é da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência…

Diferentemente do registrado em maio, quando a quantidade de gaúchos com contas a pagar somava 80% das famílias, em junho o índice caiu para 75%. A conclusão é da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIF_RS), calculada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e divulgada nesta segunda-feira (20) pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS).

O número de gaúchos com contas em atraso também apresentou queda, chegando a 31% dos entrevistados – no mês passado, o percentual era de 51%. No entanto, aqueles que acreditam que não terão condições de quitar seus débitos nos próximos 30 dias subiu de 8 % para 13% neste mês. Na comparação anual, o aumento foi de 7 pontos percentuais. “Se uma família responde que não tem capacidade de pagamento, não quer dizer que ela não vai pagar suas dívidas, mas que nos próximos 30 dias não terá capacidade de honrar a totalidade de seus compromissos”, esclarece Zildo De Marchi, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac. Na visão do presidente da Federação, essa elevação já era esperada.

“A maior parte das famílias tem dívidas vinculadas a tipos de crédito que, em atraso, são muito caras. Quando se passa por um aperto monetário como o vivido atualmente, decorrente do aumento da Selic, esses juros se tornam ainda maiores”, justifica, lembrando que as compras do Dia das Mães e do Dia dos Namorados também colaboram para o quadro. “Além disso, a aceleração inflacionária percebida desde o fim do ano passado comprometeu um percentual maior do orçamento das famílias, contribuindo para a piora nesse indicador.”

Na comparação com o mesmo período do ano passado, verifica-se uma elevação de 11 pontos percentuais na quantidade de famílias com pagamentos em andamento e uma queda de 5 pontos percentuais nas contas em atraso. “O percentual de famílias endividadas tem aumentado desde a metade do ano passado como reflexo da diminuição da taxa de desemprego a taxas históricas e aumento da renda real. Esses dois elementos colaboraram para elevar a confiança dos consumidores e, com isso, a sua propensão a contrair dívidas”, explica De Marchi.

Conforme o presidente da Federação, o indicador das contas em atraso tem mostrado grande variabilidade, apresentando uma redução de 20 pontos percentuais em relação ao verificado em maio. “Dado esse comportamento, não é possível estabelecer uma razão clara para tal dinâmica. A falta de uma educação para o uso racional do crédito, somada à falta de planejamento orçamentário das famílias, contribui para que as contas em atraso sejam, muitas vezes, mais resultado da desorganização do que da própria falta de capacidade de pagamento”, comenta. A conjuntura vigente, marcada pelo baixo nível de desemprego e pela elevação dos rendimentos reais, também influencia no cenário.

Segundo a pesquisa, o percentual de famílias endividadas é maior entre aqueles que ganham mais de dez salários mínimos (81%) do que entre os que ganham menos de dez salários mínimos (74%). O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida (83,9%), seguido pelos carnês (38,6%) e pelo cheque especial (24,3%). Para ver a pesquisa completa acesse www.agencia.fecomercio-rs.org.br/pesquisa.

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