Percentual de famílias gaúchas endividadas recua para 44,8% em janeiro

O percentual de famílias gaúchas endividadas apresentou recuo no primeiro mês do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 54,4% para 44,8%, conforme a Pesquisa de Endividamento e…

O percentual de famílias gaúchas endividadas apresentou recuo no primeiro mês do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 54,4% para 44,8%, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor – PEIC-RS, divulgada pela Fecomércio-RS nesta terça-feira (3). O levantamento ouviu 600 famílias do Estado.

Considerando a média em 12 meses, o endividamento também apresentou queda, saindo de 56,0% em dezembro/2014 para 55,2% em janeiro/2015. “O
endividamento permanece em tendência de queda, estimulada por favores como a desaceleração do consumo e do crédito nos últimos meses, associados à inflação elevada, as altas taxas de juros e à redução da confiança das famílias”, pontua o presidente da FecomércioRS, Luiz Carlos Bohn.

A PEIC-RS mostrou novo aumento na parcela da renda comprometida com dívidas. Na média em 12 meses, esse comprometimento passou de 29,5% em dezembro/2014 para 30,4% em janeiro/2015. O tempo de comprometimento, também na média em 12 meses, registrou elevação, atingindo 7,5 meses em janeiro/2015, contra 7,3 meses em dezembro/2014. O cartão de crédito continua sendo o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 68,0% dos endividados, seguido por carnês (23,2%) e financiamento de carro (17,1%).

Em relação ao percentual de famílias com contas em atraso, a pesquisa mostrou elevação em janeiro/2015 (15,6%) na comparação com janeiro/2014 (13,8%). Na média de 12 meses, o indicador também cresceu: 21,9% em dezembro/2014 para 22,1% em janeiro/2015. De acordo com a análise da
pesquisa, os juros e a inflação mais elevados presentes na atual conjuntura exercem um impacto negativo sobre a inadimplência, pois abatem a renda disponível das famílias. “No entanto, mesmo com a desaceleração recente, o crescimento nominal da renda e o arrefecimento do endividamento pesam no sentindo contrário, contribuindo para o controle da inadimplência nesse momento e atenuando significativamente a elevação do indicador”, destaca o presidente da Fecomércio-RS. O índice, apesar de aumentar, está em nível inferior à média história (28,4%).

A PEIC-RS apurou ainda aumento no percentual de famílias que não terão condições de regularizar nenhuma parte de suas dívidas em atraso no horizonte de 30 dias. Esse indicador, que sinaliza o grau de persistência futura da inadimplência, atingiu 8,4% em janeiro/2015, ante 3,9% computados no mesmo mês de 2014.

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