Pesquisa CNC/Fecomércio-RS mostra que, apesar do endividamento sazonal, famílias gaúchas devem continuar consumindo

O percentual de famílias gaúchas endividadas em fevereiro deste ano em relação ao mês anterior diminui 2,7%, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplências das Famílias (PEIC), realizada…

O percentual de famílias gaúchas endividadas em fevereiro deste ano em relação ao mês anterior diminui 2,7%, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplências das Famílias (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado pelo RS (Fecomércio-RS). Apesar disso, o estudo mostra um aumento no nível de comprometimento da renda familiar, no mesmo período analisado.

Conforme a pesquisa, o índice de famílias que manifestaram estar com mais de 50% de sua rende comprometida com dívidas aumentou de 9,7% em janeiro para 25,5% em fevereiro. Na opinião do economista da Fecomércio-RS, Pedro Ramos, apesar do acréscimo expressivo, os números demonstram uma clara sazonalidade, ocasionada, principalmente, pelas compras de Natal e os gastos com tributos e obrigações típicas de início do ano. “Tivemos um Natal bastante positivo, em que as pessoas saíram às compras e, já no mês de janeiro, esses mesmos consumidores precisam arcar com despesas como IPTU, IPVA, matrícula dos filhos e outros tributos previstos”, analisa o economista. A facilidade de acesso a créditos pessoais, aliada às baixas taxas de juros do mercado, é outro fator que contribui para a corrida por transferência de dívidas da população. “As pessoas têm tendência a procurarem alternativas de sanar as principais dívidas com outras de juros mais baixos, o que aumenta o poder de compra e automaticamente gera novas dívidas”, avalia Ramos. O estudo demonstra, ainda, que 10,7% das famílias endividadas admitem que não conseguirão honrar seus débitos até o final do mês, o que representa um aumento de 1,2% em relação ao mês anterior. Entre as famílias que possuem contas em atraso, aquelas com renda de até 10 salários mínimos representam 36%, enquanto as quem têm rendimentos acima de 10 salários mínimos retratam 30% delas. “O esgotamento da renda das pessoas obedece à sazonalidade do período e, ainda assim, o consumidor está bastante confiante na economia, o que evidencia que o endividamento momentâneo não deve inibir o consumo”, argumenta o economista da Fecomércio-RS.

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