Pesquisa da Fecomércio-RS com empresários gaúchos revela otimismo para os negócios em 2009

Na visão dos empresários gaúchos, a economia estadual está mais fortalecida do que a economia brasileira, e a maioria prevê um desempenho no Estado mais atrativo do que aquele obtido em 2008. Estes foram…

Na visão dos empresários gaúchos, a economia estadual está mais fortalecida do que a economia brasileira, e a maioria prevê um desempenho no Estado mais atrativo do que aquele obtido em 2008. Estes foram alguns dos resultados apontados pela pesquisa “Expectativa Empresarial para o Setor Terciário Gaúcho em 2009”, desenvolvida pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS) por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisa (Ifep). O trabalho investigou a opinião de 550 empresários/gerentes de empresas do comércio de bens e de serviços localizadas em 11 municípios do Estado. O Instituto entrevistou pessoalmente os decisores de 50 empresas das cidades de Gravataí, Caxias do Sul, Ijuí, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa e Uruguaiana. O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 6 de março de 2009.

Quando perguntados sobre o desempenho da economia gaúcha e brasileira neste ano, 36,7% afirmaram que no Estado será melhor, enquanto que 34% disseram que o resultado da economia deverá se manter igual ao ano passado e apenas 27,1% acreditam que vai ser pior. Sobre a economia brasileira, 26,2% esperam um cenário econômico melhor, 37,5% disseram que será igual e 34% responderam que será pior. “Em geral, o empresário se mostra mais otimista em relação ao Estado do que na avaliação do Brasil. Mas isso tem muito a ver com a percepção de que a situação mais próxima a sua realidade tem mais possibilidade de ficar melhor”, acredita o economista da Fecomércio-RS, Eduardo Merlin.

Outro destaque da pesquisa diz respeito à avaliação do segmento varejista e de serviços de forma separada. Enquanto que no varejo 37,8% dos entrevistados se mostraram otimistas com o desempenho da economia em 2009, no setor de serviços a taxa caiu para 30,4%. Dos que esperam um desempenho pior, varejo representou 27% das respostas e serviço 27,8%. Para Merlin, a resposta não surpreende, uma vez que as empresas prestadoras de serviços costumam sentir o impacto em momentos de retração, da mesma forma que são os primeiros a retomarem os resultados quando a situação melhora. “O setor de serviços é mais sensível à variação na renda das pessoas, enquanto que no varejo não se tem uma oscilação tão grande, principalmente pelas vendas de gêneros alimentícios, não tão impactadas pela diminuição da renda”, acredita Merlin.

Sobre a crise financeira mundial, quando os empresários foram questionados sobre as chances de serem atingidos pela crise, de maneira geral 76,5% afirmaram que poderão ser atingidos, frente a 23,5% que disseram que não. Indagados sobre a forma como a crise afetaria o desempenho do seu negócio, foram citadas em resposta múltipla situações como a diminuição das vendas/prestação de serviços (61,7%), desemprego/demissões (12,7%), aumento dos preços das mercadorias (7,8%), diminuição do consumo (4,3%) e aumento da inadimplência (3,8%). “Parece muito claro que a crise é algo bastante real que pode, sim, trazer efeitos negativos para os negócios. Mas a boa perspectiva que possuem em relação aos seus negócios mostra que existe preparação para este momento”, conta Merlin.

Em relação ao faturamento previsto para 2009, os empresários disseram que preveem manterem-se estáveis (43,7%), seguidos por aqueles que acreditam em aumento do faturamento (42,2%) e os que percebem que pode haver uma diminuição (12,5%). Outra questão englobou as possibilidades de investimentos para a ampliação da empresa em 2009. Boa parte vai ampliar o negócio em 2009 (57,1%), enquanto que 42,9% não sabem/não definiram.

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