Pesquisa Fecomércio-RS: Elevação no endividamento manifesta maior acesso ao crédito no RS

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias gaúchas (PEIF_RS) chegou a 76% em fevereiro, manifestando elevação de 8% em relação ao mês anterior. A pesquisa, realizada pela Confederação…

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias gaúchas (PEIF_RS) chegou a 76% em fevereiro, manifestando elevação de 8% em relação ao mês anterior. A pesquisa, realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e divulgada nesta quinta-feira (23/2) pela Fecomércio-RS, aponta maior acesso ao crédito por parte do consumidor, que acaba assumindo mais prestações.

A quantidade de famílias com contas pendentes também é maior na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o índice era de 68%. No entanto, segundo a PEIF_RS, o índice daquelas que possuem dívidas em atraso fica em 36%, apenas 1% superior ao registrado em fevereiro de 2010. Em janeiro deste ano, as famílias com contas atrasadas somavam 22%. “O aumento nas dívidas é comum em épocas de férias e pós-Natal”, explica Zildo De Marchi, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac.

Do total de famílias endividadas, 8% acreditam que não terão condições de pagar seus débitos, índice 6% superior ao registrado em janeiro e 2% acima do calculado em dezembro. Contudo, em fevereiro de 2010 essa estimativa estava em 11%. De Marchi destaca que o cenário atual não representa uma provável elevação na inadimplência em carteiras de crédito. “O aumento na quantidade de pendências assumidas pelos gaúchos é uma prova do maior acesso ao crédito no Estado, que dispõe de uma renda per capita e de taxas de emprego maiores que a média nacional”, justifica, lembrando que tanto o varejo quanto bancos e financeiras só fornecem crédito a pessoas com emprego formal ou renda comprovada. Além disso, o presidente lembra que o Rio Grande do Sul sofre mais com a sazonalidade do período em função da atividade econômica local. “Não somos um destino de turistas em férias e, ao mesmo tempo, registramos diminuição nas safras agrícolas e nos abates de animais, o que interfere diretamente na economia da região”, acrescenta.

Do total de entrevistados, 11,5% se consideram muito endividados com instrumentos como cartão de crédito, empréstimo pessoal, prestação de carro e carnês de lojas. Por outro lado, 24,2% afirmaram não possuir esse tipo de dívida, enquanto 34% se declararam mais ou menos endividados. O cartão de crédito responde pela maior parte das pendências (68,6%), seguido pelos carnês (51,2%) e pelo cheque especial (22%). Financiamentos de carro ocupam 16,5% das dívidas, enquanto prestações da casa própria respondem por 4,8%. A quantidade de famílias que comprometeram de 11% a 50% de sua renda com compras a prazo ficou em 71,4%, contra 7,7% que empenharam mais da metade de seus orçamentos nesse tipo de operação. Aquelas que dedicaram até 10% de sua receita com parcelamentos e financiamentos totalizaram 19,6%.

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