Pesquisa revela perfil do setor têxtil infantil brasileiro

Com a intenção de entender as reais necessidades do mercado e avaliar o grau de satisfação dos lojistas em relação à FIT 0/16 (Feira Internacional do Setor Infanto/Juvenil e Bebê), a Interfeiras Eventos,…

Com a intenção de entender as reais necessidades do mercado e avaliar o grau de satisfação dos lojistas em relação à FIT 0/16 (Feira Internacional do Setor Infanto/Juvenil e Bebê), a Interfeiras Eventos, empresa responsável pela feira, encomendou junto ao IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial) uma pesquisa de mercado com a opinião de frequentadores e não-frequentadores da feira.

O estudo realizado com cerca de 450 pessoas ligadas ao setor, entre lojistas e expositores, traz dados do setor têxtil e confeccionista brasileiro e mostra que na avaliação geral dos entrevistados a feira recebeu nota acima de oito. “Nosso principal objetivo é realizar um evento que cause impactos positivos no setor e, para tanto, é de extrema importância ouvir as principais pessoas ligadas a ele e que vivem essa realidade diariamente”, afirma Humberto Rebonato, diretor da Interfeiras Eventos.

Os lojistas que responderam a pesquisa tiveram que atribuir notas entre 0 e 10 para uma série de itens relacionados à infraestrutura da feira como: instalações em geral; qualidade e variedade dos expositores; aos eventos que ocorrem dentro da feira como palestras e desfiles; acessibilidade aos stands; competência do pessoal de atendimento; limpeza dos banheiros e do local; processo de cadastramento e segurança do evento.

Para os atuais, a média de avaliação da feira ficou em 8,4, representando 55% das notas atribuídas (entre 7 e 9). Para os que deixaram de frequentar a feira, as melhores avaliações estão na aparência do pessoal de apoio, limpeza do local, cortesia do pessoal, infraestrutura hoteleira, segurança do local e acessibilidade aos stands.

A qualidade dos expositores recebeu nota 8,7 e apenas 8 visitantes acham que a qualidade dos expositores está baixa, o que não representa portanto um percentual alto de avaliação negativa. Pelo contrário, a feira é, sim, bem avaliada quanto à qualidade dos seus expositores.

As melhorias indicadas pela pesquisa devem ser colocadas em prática já na próxima edição da FIT 0/16, a 34ª, que acontece de 19 a 21 de janeiro, antecipando as tendências Outono-Inverno 2010.

Sobre o mercado Brasileiro

A indústria têxtil e confeccionista brasileira participa com 5,4% do faturamento total da indústria de transformação do país. Em termos de pessoal ocupado, sua participação é igualmente significativa, ou seja, 16,5% do emprego da indústria de transformação. Na região Sudeste se concentra mais da metade da produção nacional (50,5%), seguida da região Sul com 27,3% e região Nordeste com 17,4%. As regiões Centro-Oeste e Norte, juntas, responderam por 4,8% da produção total de 2008.

A pesquisa revelou ainda que os pequenos empreendimentos estão presentes em maior número no universo empresarial têxtil brasileiro, mas que são as empresas de médio porte as responsáveis pela maior parte da produção nacional. De acordo com os dados coletados, empresas que possuem entre 5 e 19 empregados representam 70% do universo empresarial têxtil nacional e são responsáveis por 27% da produção do país. As médias, de 20 a 99 empregados, são 27% do universo e participam com 49% da produção. Já as grandes empresas, com mais de 99 empregados, são apenas 3% do universo e respondem por 34% da produção total de vestuário, meias e acessórios de 2008.

Entre os visitantes da feira cerca de 89% são lojistas de pequeno e médio porte. São 95% lojas multimarcas. O grande foco das empresas está em serem multimarcas para o segmento bebê e infanto-juvenil, somando um total de 55% da amostra.

Crescimento do setor

No geral, as empresas demonstram um otimismo em relação aos resultados de 2009 se comparados a 2008. Entre os visitantes da FIT a certeza de crescimento do consumo em suas lojas é ainda maior, 47% dos entrevistados responderam que entendem que haverá um aumento de consumo em suas lojas neste ano. Entre os motivos listados para obter os resultados positivos estão: a melhora no mix de produtos, investimento em marketing, investimentos no ponto de venda, investimento em novas marcas e fornecedores, conquistas de novos clientes e melhora no atendimento.

Aqueles que declararam que o consumo diminui atribuem à retração nas vendas a crise econômica. O aumento grande da concorrência com entrada de novas lojas e a diminuição do poder de compra da população também são citados como motivos para o não crescimento durante os últimos meses.

O que o consumidor quer?

Também de acordo com a pesquisa, para 33% das empresas entrevistadas o principal motivo que faz com que um cliente entre em uma loja – independente do segmento de vestuário a qual pertence – é a busca de novidades em produtos; para 23% é o preço que define a procura e para 21% a busca por marcas conhecidas.

Quando o assunto é referente aos pequenos consumidores, as compras são impulsionadas pela ligação aos personagens de desenhos animados e quem lidera o ranking são os itens do Ben 10, seguidos por personagens da Disney e pela Pucca. Itens da Barbie, Hello Kitty, Moranguinho, Homem Aranha, Backyardigans, Hot Wheels, Meninas Super Poderosas e Batman aparecem nesta sequência de vendas.

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