Porto Alegre estuda o transporte hidroviário de passageiros

A melhor utilização do Guaíba pode colocar Porto Alegre em um novo patamar de transporte hidroviário. A alternativa fluvial poderia ligar bairros de Norte a Sul da cidade e ainda conectar a Capital as 30…

A melhor utilização do Guaíba pode colocar Porto Alegre em um novo patamar de transporte hidroviário. A alternativa fluvial poderia ligar bairros de Norte a Sul da cidade e ainda conectar a Capital as 30 ilhas e às cidades turísticas nas regiões Central e Norte do Rio Grande do Sul, através do Delta do Jacuí. Além de desafogar o transporte rodoviário, colocar barcos entre os municípios seria bem-vinda ao turismo. As constatações estão em um estudo da Secretaria Municipal de Planejamento que foi apresentado ontem na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Vereadores se reuniram com os representantes da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Departamento Estadual de Portos Rios e Canais (Deprec), Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a empresa Ouro e Prata, e secretarias do Planejamento, e do Meio Ambiente do Município para falar sobre viagem do Extremo Sul ao Centro da Capital. No entanto, o assunto foi mais amplo, trazendo outras hipóteses.

Para Alda Raquel Schwartz, arquiteta da Secretaria de Planejamento, a melhor utilização do modal hidroviário poderia estimular também o ecoturismo, alocando estruturas de embarques e desembarques na Orla do Gravataí e na Orla do Taquari. O projeto seria importante para preparar a cidade para a Copa do Mundo de 2014, inclusive com uma possível rota ligando a Arena do Grêmio ao Beira Rio. “Porto Alegre tem uma condição geográfica rara, muito favorável ao transporte hidroviário, mas que ainda não é utilizada”, disse. O Banco Mundial já teria demonstrado interesse em apoiar a criação de hidrovias a partir de Porto Alegre, por ser uma obra sustentável.

A instituição poderia financiar os custos com dragagem (se necessárias), construção de embarques e desembarques, sinalização entre outras demandas para tirar do papel o projeto. Outra hipótese é que fossem formadas Parcerias Público-Privadas (PPP). O estudo não aponta todos os locais potenciais de atracagem e qual seria o custo das conexões, assim como preços de passagens.

No entanto, a cidade ainda está longe de se tornar um campo fértil ao trânsito de passageiros pelo Guaíba. Além da falta de planejamento urbano neste sentido e da estagnação do projeto de revitalização do Cais do Porto, não existe em Porto Alegre estrutura empresarial em prol do transporte hidroviário.

De acordo com Hugo Flack, presidente da Catsul, empresa do grupo Ouro e Prata que começará em março a operar rota aquática entre Porto Alegre e Guaíba, disse que não há fabricante de barcos em Porto Alegre, ou de estruturas para operação hidroviária, assim como inexiste engenheiros navais. Apontou a saída de estaleiros do Estado como ponto contra o avanço do transporte no Guaíba. “Tivemos 50 anos de falta de incentivos para o transporte hidroviário em Porto Alegre, e hoje é muito difícil para os empreendedores criarem transportes a um preço competitivo”, completou. Por outro lado, avaliou que se começa a ser criado um ambiente favorável a este tipo de investimento.

Linha de trem pode ligar Pelotas a Rio Grande

As cidades de Pelotas e Rio Grande poderão, no futuro, estar novamente ligadas por uma linha de trem de passageiros. De acordo com o deputado federal Fernando Marroni, ex-prefeito de Pelotas, trata-se de uma ideia antiga. “Muitos moradores de Rio Grande buscam serviços, em Pelotas, enquanto pelotenses vão a Rio Grande a trabalho com o polo naval”, comenta. O parlamentar busca apoio do Ministério dos Transportes, através de recursos para realização dos estudos de impacto ambiental e viabilidades técnica e financeira. Para tanto, espera agendar uma reunião com o ministro Alfredo Nascimento e com o presidente da Empresa Trens Urbanos (Trensurb), Marco Arildo Cunha para discutir o assunto. A Trensurb seria a responsável pela elaboração dos estudos. “Precisamos de verba federal, que há no orçamento do ministério, mas também tentaremos recursos do PAC da Mobilidade, apesar de ser mais voltado para questão urbana”, ressalta o deputado, salientando que o programa prevê recursos para realização dos estudos prévios. Além disso, como o PAC é para municípios com população acima de 700 mil habitantes, seria necessário justificar o projeto somando os dois municípios. Marroni explica que, no caso de o projeto ser elaborado, a construção e a operação seriam feitas por empresas licitadas pelo governo.

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