Prefeitura lança plano para revitalização do Centro Histórico

Estudo realizado por arquitetos busca articular ações na região central de Porto Alegre

Depois de quatro anos de trabalho, foi apresentado ontem pela prefeitura de Porto Alegre o plano estratégico que orienta todas as ações de revitalização do Centro da Capital. O documento traz diretrizes a serem aplicadas pelos projetos em andamento e por aqueles que ainda serão executados, com o objetivo de transformar a região em um polo turístico, cultural, comercial e de serviços.

“Este plano traça um perfil detalhado do Centro e nos dá mais elementos para que continuemos avançando na revitalização”, explicou o prefeito José Fortunati, durante o ato da entrega do plano. “Estamos dando seguimento à política de valorização do Centro, demonstrando a concretização das iniciativas”, acrescentou o secretário do Planejamento, Marcio Bins Ely. A divulgação do estudo também auxiliaria na captação de recursos para futuras ações.

Fruto do trabalho de uma equipe de cinco arquitetos da prefeitura, com a consultoria do PGQP e a participação de diferentes secretarias municipais, o plano estratégico teve o apoio de R$ 200 mil do Ministério das Cidades. O estudo identifica fragilidades e potencialidades do sexto bairro mais populoso da cidade, com 36.862 habitantes.

O arquiteto Glênio Bohrer, coordenador do projeto Viva o Centro, explica que o plano foi desenvolvido enquanto as ações já ocorriam. O objetivo agora é fazer com que todas elas se alinhem às diretrizes gerais do plano estratégico. “As ações em curso e as futuras deverão se adequar a essa lógica, para que tenhamos um encaminhamento mais focado na revitalização”, afirmou.

Vandalismo, insegurança, po-luição ambiental e pouco espaço para pedestres foram algumas das deficiências do Centro apontadas pelo estudo. Por outro lado, o bairro conta com praças e prédios históricos, serviços e comércio popular, além da proximidade com o Guaíba, o que favorece a ampliação do turismo. A ideia é coordenar as ações de modo que áreas hoje degradadas sejam mais bem aproveitadas. Um exemplo é a avenida Mauá, que pode ser beneficiada com a revitalização do Cais do Porto. A parte residencial deve ser conservada em seu aspecto de bairro.

Para Fortunati, Porto Alegre tem um centro histórico mais dinâmico e conservado em relação a outras capitais. “É difícil não encontrar centros degradados ao visitar outras cidades do Brasil e outros países do mundo. Em Porto Alegre estamos fazendo o caminho inverso”, destacou. Morador da região há 35 anos, o prefeito vê um processo de retorno da população à área central.

O plano estratégico identificou, no Centro da Capital, 25 praças, 50 bens tombados, cinco centros culturais, 16 museus, dez salas de cinema e nove teatros. A região é dividida em três áreas bem demarcadas: institucional, comercial e residencial.
Com o planejamento, a prefeitura busca articular as ações de conscientização, revitalização das áreas degradadas, criação de áreas verdes e de passeio, estímulo ao comércio, promoção da segurança e otimização do transporte.

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