Produto Interno Bruto do Estado cresceu 7,8% em 2010, projeta a FEE

Recuperada da crise, a indústria gaúcha comandou a retomada do crescimento econômico do Estado este ano, depois da queda de 0,8% em 2009. Em 2010, conforme prévia da Fundação de Economia e Estatística…

Recuperada da crise, a indústria gaúcha comandou a retomada do crescimento econômico do Estado este ano, depois da queda de 0,8% em 2009. Em 2010, conforme prévia da Fundação de Economia e Estatística (FEE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul deve alcançar 7,8%, número inédito desde a adoção da nova metodologia de cálculo das riquezas produzidas no Estado e no país, em 2002.

Considerada a forma anterior de cálculo, a taxa de crescimento é a maior desde 1993. O índice já havia sido antecipado pela governadora Yeda Crusius na semana passada, antes do anúncio oficial ontem. A maior contribuição para esse desempenho veio da indústria, que registrou expansão de 10,3% e teve segmentos com altas incomuns, de 20% a 30% (veja ao lado). Os que mais sofreram com a crise em 2009 são os que tiveram a maior recuperação, concentrados na área metalmecânica.
Apesar do peso da indústria no resultado, o presidente da FEE, Adelar Fochezatto, lembrou de uma espécie de regra não escrita nas estatísticas gaúchas: quando o PIB da agropecuária é superior ao total do Estado, a economia gaúcha cresce mais do que a média nacional. – Observamos esse comportamento em 18 dos 23 anos de pesquisa – destacou Fochezatto.

Intensidade do La Niña deve ditar o ritmo da economia
Até setembro, o PIB nacional acumula alta de 7,5%. O IBGE não faz prévias do resultado anual, cuja divulgação está marcada para o dia 3 de março de 2011. Mas as projeções indicam que o Rio Grande do Sul deve ficar ao menos em linha com o resultado nacional. Na formação do PIB gaúcho, a agropecuária contribui com 10,22%, conforme dados da FEE. No entanto, estudos anteriores da entidade projetam em até 30% a participação do agronegócio, incluídas as indústrias ligadas à atividade primária, na economia do Estado.

– No Rio Grande do Sul, a gente depende muito das safras agrícolas. Para 2011, se não houver problemas climáticos, o Estado deve crescer na média do país, entre 4% e 4,5% – projetou Adalberto Alves Maia Neto, supervisor do Centro de Informações Estatísticas da FEE.

Ou seja, tudo vai depender da intensidade do fenômeno La Niña. O resfriamento das águas do Oceano Pacífico costuma ocasionar chuva abaixo da média no sul do país. Em anos com quebra de safra, como 2004 e 2005, o Estado teve crescimento muito abaixo do nacional ou até queda no PIB.

Conforme Maia Neto, a média de crescimento de 2009 e 2010, entre 3,3% e 3,4%, ainda está abaixo da média dos anos anteriores à crise do final de 2008 que comprometeu os resultados do ano passado.

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