Quando a loja vira experiência: lições da missão do Sindilojas POA na NRF 2026
O futuro do varejo visto na prática
A comitiva do Sindilojas Porto Alegre, liderada pelo presidente Arcione Piva e formada pelos vice-presidentes Rosi Frigo Luz e Marco Antonio Belotto Pereira, além da coordenadora de Marketing Nínive Girardi, realizou visitas técnicas a lojas de referência em Nova Iorque, com o objetivo de identificar tendências aplicáveis ao varejo da Capital.
Negócio de nicho, design e funcionalidade
Na Cybex, marca especializada em segurança para bebês, ficou evidente que atender profundamente um nicho específico pode ser mais relevante do que competir em escala. A integração entre tecnologia, design e funcionalidade, aliada à personalização, cria valor real para os pais e fortalece a confiança na marca.
Varejo como comunidade e estilo de vida
A Lululemon reforçou o conceito de varejo que vai além do produto. A loja funciona como um hub de comunidade, promovendo aulas, eventos e experiências que fortalecem o vínculo local, mesmo sendo uma marca global. Arquitetura, layout e estímulos visuais são utilizados de forma estratégica para ampliar a jornada e incentivar a descoberta.
Tradição em transformação
Na Target, a comitiva observou como uma marca centenária pode testar inovação sem romper com sua identidade. A loja do Soho atua como um laboratório, combinando curadoria, serviços e dados do consumidor para atrair públicos mais jovens, mantendo a base tradicional da operação.
Experiência ativa no ponto de venda
A visita à Wilson mostrou como o produto ganha valor quando é vivido. A quadra esportiva dentro da loja permite testes, eventos e interação com atletas, transformando o espaço em um ambiente de engajamento contínuo e reforçando o posicionamento esportivo da marca.

Curadoria, desaceleração e marca
Na Printemps New York, o destaque foi o conceito de slow retail. A loja propõe uma experiência sensorial e narrativa, mais próxima de uma galeria de arte, priorizando construção de marca, curadoria e permanência do consumidor, especialmente em uma região de forte fluxo turístico.
Escuta ativa e novos canais
O Petisco Brazuca exemplificou como ouvir o consumidor pode gerar negócios escaláveis. A marca cresceu a partir de uma necessidade clara do público brasileiro nos Estados Unidos, expandindo de forma planejada seus canais, do delivery às vendas online.
Varejo como mídia e conteúdo
Encerrando o roteiro, a Telfar apresentou um modelo de varejo em que o espaço físico funciona como plataforma de conteúdo, expressão cultural e conexão com a comunidade, reforçando o papel da loja como mídia e ponto de encontro.
Para a coordenadora de Marketing do Sindilojas Porto Alegre, Nínive Girardi, as visitas evidenciam um movimento claro do varejo global: “O que vimos em Nova Iorque reforça que a loja física precisa contar histórias, gerar conexão e fazer sentido para o consumidor. Não é apenas sobre vender produtos, mas sobre criar experiências que aproximam a marca das pessoas.”