Ramiro recebe 7 mil carros a mais por dia

Com a reabertura do cruzamento com a Avenida Protásio Alves há quatro meses, a Rua Ramiro Barcelos teve um incremento diário de 7 mil veículos (45% a mais) entre 7h e 20h. A mudança em uma das principais…

Com a reabertura do cruzamento com a Avenida Protásio Alves há quatro meses, a Rua Ramiro Barcelos teve um incremento diário de 7 mil veículos (45% a mais) entre 7h e 20h. A mudança em uma das principais rotas de saída da Capital ainda motiva reclamações de moradores e de comerciantes, apesar de ações da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Fechado havia 15 anos e reaberto em 17 de julho passado, o cruzamento da Ramiro com a Protásio atualmente permite aos motoristas seguir da Ipiranga até a Castelo Branco. Antes da reabertura, os veículos precisavam contornar pela Venâncio Aires, Felipe Camarão e Bento Figueiredo para continuar na Ramiro.

Avaliações da EPTC antes e depois da mudança apontam que a circulação de veículos passou de 15,2 mil para 22 mil por dia na Ramiro. Parte do fluxo das vias Venâncio Aires e Felipe Camarão migrou para a Ramiro. A proibição de estacionamento aplicada inicialmente nas proximidades do cruzamento segue junto ao Hospital de Clínicas, o que gera reclamações. – Não podemos mais estacionar para chegar com compras ou descer com crianças. Para uns ficou bom, mas para nós virou um inferno – diz a bancária aposentada Nilza Mattioni da Rocha, 63 anos, que mora na Ramiro e deixou de utilizar um quarto do apartamento de frente para a via por causa do barulho.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, sustenta que a alteração favoreceu a distribuição do trânsito na região. Segundo ele, a Rua Felipe Camarão, por exemplo, teve redução do movimento. Cappellari ressalta que foram feitas adaptações após a mudança, como a instalação de sinaleira de pedestres junto à Protásio, retorno de estacionamento e reorganização das áreas de carga e descarga. – Qualquer mudança sempre terá algum impacto – pondera.

Na esquina da 24 de Outubro com a Ramiro, a transferência da faixa de segurança para a Praça Júlio de Castilhos, realizada há poucos dias, também gera reclamações. O aposentado Marcos Rachewsky, 81 anos, queixa-se de que os pedestres não estão acostumados com a mudança e, com isso, arriscam-se entre os carros. Gerente de Fiscalização da EPTC, Carlos Pires explica que o novo ponto de travessia ainda não foi efetivado, mas reitera que a alteração será necessária para melhorar o fluxo no entroncamento.

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