Reciclagem de embalagens de agrotóxicos e de lâmpadas fluorescentes foram tema de reunião na Fecomércio-RS

O grupo que forma o Conselho de Sustentabilidade da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS), coordenado por Joarez Miguel Venço, reuniu-se nesta terça-feira (21) para…

O grupo que forma o Conselho de Sustentabilidade da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS), coordenado por Joarez Miguel Venço, reuniu-se nesta terça-feira (21) para conhecer os processos que levam a reciclagem de embalagens de agrotóxicos e de lâmpadas fluorescentes no país. São iniciativas pioneiras e que demonstram a preocupação com o ambiente, além de gerar um bem estar social e econômico, pois organizam negócios que nascem a partir da reciclagem.

O coordenador regional de operações do Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), Marcelo Lerina, detalhou a atuação desta entidade privada mantida por 84 indústrias de agrotóxicos. Conforme disse, o país conta com cinco milhões de propriedades rurais que utilizam agrotóxicos, e o encaminhamento das embalagens usadas gera negócios mais limpos.

“Temos 94% das embalagens utilizadas sendo recicladas. Foi possível chegar a este resultado através de leis estaduais e federais mais alinhadas a modelos sustentáveis de negócios, além de um projeto de educação que iniciamos há muitos anos”, avaliou Lerina. No processo de reciclagem das embalagens, o coordenador do Inpev contou que, neste ano, serão três mil toneladas de embalagens retiradas de circulação e recicladas.

No momento seguinte da reunião, palestrou o diretor da empresa Brasil Recicle, Eduardo Sebben, que atua na descontaminação de lâmpadas fluorescentes e recuperação do Mercúrio, possibilitando a reciclagem desse material. Para ele, a maior dificuldade está no entendimento da sociedade de que o Mercúrio contido nestas lâmpadas é muito tóxico, por isso é imprescindível o descarte correto. Segundo divulgou, apesar do grande número de lâmpadas comercializadas no Brasil (200 milhões em 2010), apenas sete milhões são descartadas corretamente. “O impacto ambiental do Mercúrio é grave, por isso a atuação da nossa empresa, que recolhe esse item, pode ser um caminho importante na preservação do meio ambiente e da saúde das pessoas”, finalizou Sebben.

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