Sabbadini iria disputar quarto mandato na Fecomércio

Se não tivesse sido vencido pela doença, o presidente do Sistema Fecomércio, Flávio Roberto Sabbadini, já estava com o caminho trilhado rumo ao quarto mandato na organização. O primeiro-vice-presidente do…

Se não tivesse sido vencido pela doença, o presidente do Sistema Fecomércio, Flávio Roberto Sabbadini, já estava com o caminho trilhado rumo ao quarto mandato na organização. O primeiro-vice-presidente do sistema, Moacyr Schukster, informou ontem que, na metade do ano passado, os integrantes da atual diretoria sondaram Sabbadini e obtiveram seu sinal verde para mais três anos no comando da maior organização do segmento de varejo e serviços do Estado, que reúne 117 sindicatos e cem unidades de formação profissional e apoio a comerciários, que integram o Senac-RS e Sesc-RS. Com a morte da liderança, na sexta-feira passada em Porto Alegre em decorrência de um câncer, Schukster apontou que a prioridade será colocar em ação um novo ciclo para o sistema, com foco em inovação.

As eleições para a diretoria estão marcadas para maio e a posse será em julho. O primeiro-vice-presidente, que deve ser oficializado na presidência seguindo as regras estatutárias da organização, esclareceu que a direção se dedicará a dar prosseguimento ao trabalho implantado por Sabbadini. A liderança inseriu na Federação e nas estruturas, como Senac e Sesc, conceito de planejamento estratégico. Em quase três mandatos, o dirigente imprimiu profissionalização, organização de sindicatos e qualificação de funcionários. “Também foi aguerrido na defesa da livre iniciativa, da redução de impostos e juros e da criação de um clima de progresso para o Estado”, ampliou o primeiro-vice-presidente. Schukster adiantou que a entidade se esforçará para tornar realidade o que, segundo ele, era um sonho de Sabbadini: a construção da cidade do comércio, que concentraria em um só espaço todas as sedes das estruturas que compõem o sistema. Uma área de 16 hectares já foi destinada a esta finalidade, próxima a Avenida Castelo Branco, na Capital. O presidente da Fecomércio era empresário e advogado, nasceu em Santa Maria, no Centro do Estado, e tinha 61 anos, 27 dos quais dedicados à atuação sindical. Havia um ano que ele lutava contra um câncer. Desde segunda-feira da semana passada, o empresário estava internado no Hospital Santa Rita, do Complexo Santa Casa.
A morte de Sabbadini foi lamentada por diferentes lideranças comerciais do Estado e do País, além de personalidades políticas. No velório e sepultamento, no sábado passado, no cemitério Jardim da Paz, compareceram a governadora Yeda Crusius, parlamentares e o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio José Domingues de Oliveira Santos. O dirigente gaúcho era vice-presidente administrativo da confederação. O presidente do Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre (Sindilojas), Ronaldo Sielichow, comentou que Sabbadini fará falta não só para o setor no Estado como ao País. “Ele foi um divisor de águas: tivemos o período antes e depois de sua atuação na entidade.” Sielichow registrou que uma das virtudes do dirigente era sua proximidade com a base e abertura para dialogar. A busca de ações para qualificação do varejo, segundo o presidente do Sindilojas, impulsionou o crescimento da estrutura do sistema Fecomércio. “Ele percorria as estruturas do Estado e foi um dos defensores da substituição tributária”, exemplificou. Vitor Koch, presidente da Federação das Câmara de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL-RS), disse que foi surpreendido pelo falecimento. “Ele vinha se tratando. Tínhamos muita esperança de que venceria a doença”, confessou Koch. Para o lojista, Sabbadini era um líder nato do setor e ganhou mais respeito e espaço devido a posições firmes e trabalho competente. “Ele tinha muito claro onde queria chegar e como fortalecer o sistema.” Entre as marcas da atuação do dirigente gaúcho, Koch citou a defesa do varejo e do empreendedorismo. Sabbadini chegou a dirigir o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Estado entre 2005 e 2006. “Ele era aglutinador e contribuiu muito para bom relacionamento entre as federações.” O presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado (Federasul), José Paulo Dornelles Cairoli, reconheceu que o dirigente unificou e foi o maior protagonista da construção da atual federação, que uniu sindicatos do varejo. “Ele consolidou o processo”, demarcou Cairoli, que recordou ainda como tema mais recente, em que os dois estiveram lado a lado, o da proposta de redução da jornada de 44 para 40 horas semanais para trabalhadores com carteira assinada, com forte oposição das entidades empresariais.

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