Sacudida pela crise, economia brasileira recua, mas permanece como oitava maior do mundo

Ministro da Fazenda considerou o PIB de 2009 “razoável” diante do tamanho da crise global

Sacudido pela crise global, o Produto Interno Bruto do Brasil registrou em 2009 a primeira queda em 17 anos. Mesmo…

Ministro da Fazenda considerou o PIB de 2009 “razoável” diante do tamanho da crise global

Sacudido pela crise global, o Produto Interno Bruto do Brasil registrou em 2009 a primeira queda em 17 anos. Mesmo assim, o país permanece como a oitava maior economia do mundo. Na esteira da retomada do último trimestre de 2009, o resultado deste ano deve ser bem diferente, com expansão acima de 5%.

Foi em tom de superação que o anúncio do primeiro tombo da economia brasileira em 17 anos abriu caminho para as projeções do desempenho do país neste ano. Com uma retração de 0,2% no ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) verde-amarelo mostrou o impacto do terremoto nas finanças mundiais em 2009, mas também a capacidade de retomada do Brasil, um dos grandes que menos sofreu os efeitos da crise global.

– Aquele vigor que a economia tinha antes da crise foi retomado. O crescimento é de boa qualidade – disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao analisar o resultado da economia brasileira no ano passado. – A economia brasileira já deixou a crise para trás – reforçou o ministro, que considerou o PIB, soma de todos os bens produzidos no país, “razoável” diante do tamanho da crise.

O ministro amparou-se na alta dos investimentos maior do que a do consumo, um indicador salutar para economia, e no desempenho do quarto trimestre, quando foi registrada uma expansão de 2% em relação aos três meses anteriores. Embora algumas projeções sejam mais modestas, e outras, maiores, Mantega disse não acreditar que o ritmo de 2% de crescimento do PIB verificado no último trimestre de 2009 vai se manter ao longo de 2010.

Segundo ele, ao longo do ano, haverá uma acomodação, e o PIB deve fechar 2010 com alta de 5% a 5,5%, mais próximo de 5,5%, levando-se em conta os dados sobre as vendas no varejo.

– Esse crescimento para 2010 está dado até por conta da fraca base de comparação – avalia Sérgio Vale, economista da MB Associados.

A equipe de analistas do Bradesco, comandada pelo diretor da área, Octávio de Barros, divulgou ontem uma projeção de crescimento de 6%.

Nem mesmo a prevista alta da taxa básica de juro, dizem especialistas, vai abortar o crescimento deste ano.

– O consumo ainda deve permanecer forte, mas não vai sustentar o nível do último trimestre, quando tivemos antecipação de consumo por conta do fim de incentivos. Permanece elevado, porém, porque vem sustentado por uma classe média emergente que não teve a renda abalada – avalia Bernardo Wjuniski, economista da Tendências Consultoria.

Embora tenha vindo com sinal negativo, o resultado de 2009 é encarado mais como de interrupção do crescimento do que como encolhimento, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

– Variações entre mais meio ponto e menos meio ponto são equivalentes a zero – disse Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE.

Por que…

… O PIB FOI NEGATIVO NO ANO PASSADO

A economia padeceu com a redução do crédito e a fraca demanda mundial. Medidas como o corte do IPI e a expansão do crédito em bancos públicos conseguiram atenuar alguns efeitos e impulsionar o consumo das famílias.

Mesmo assim, indústria e agricultura tiveram fraco desempenho. Assustados com a crise e sufocados pela falta de crédito, empresários engavetaram projetos, o que resultou em queda nos investimentos para a ampliação da produção.

… E TENDE A SER POSITIVO EM 2010

Além de uma base de comparação ruim – o resultado de 2009 –, o PIB deve crescer neste ano impulsionado pela demanda e pela retomada de investimentos.

Para 2010, está prevista uma forte recuperação da indústria. Nem mesmo a prevista alta da taxa básica de juro, avaliam especialistas, vai abortar o crescimento do país. Os efeitos, preveem, serão mais notados no próximo ano.

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