Saldo de vagas é recorde

Favorecida pela data do Carnaval, criação de postos em fevereiro foi puxada pelo setor de serviços

A geração líquida de empregos – contratações menos demissões – com carteira assinada em fevereiro no país foi de 280.799, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O desempenho foi recorde para meses de fevereiro. No Rio Grande do Sul, foram criadas 20.380 vagas no mês passado.

O resultado nacional histórico representa a diferença entre 1,79 milhão de admissões e 1,51 milhão de demissões. Contribuiu para o bom desempenho o fato de, diferentemente do ano passado, o Carnaval ter sido em março. Isso elevou as contratações em setores como hotelaria e alimentação e representou um maior número de dias úteis no mês. – Tivemos um recorde muito acima da média principalmente graças aos preparativos para o Carnaval – afirmou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Destaque para o setor de serviços que registrou a criação de 134.342 vagas, recorde para todos os meses da série histórica. A indústria da transformação abriu 60.098 postos e a construção civil, 30.701. Na agricultura, foram criados 20.837 empregos com carteira assinada, e o comércio abriu 17.394.

Para Lupi, o resultado de fevereiro mostra que, mesmo com as medidas tomadas pelo governo para frear o crescimento econômico e controlar a inflação, o mercado de trabalho será preservado. A maior criação de empregos em fevereiro deste ano na comparação com o ano anterior reverte a tendência apresentada desde setembro do ano passado, quando todos os meses registraram uma abertura de vagas menor do que a registrada no ano anterior. – Não tem desaceleração, já falei que houve acomodação do mercado. Agora, voltou ao crescimento normal. Não há retração no mercado de trabalho brasileiro – completou.

Meta é criar 3 milhões de empregos neste ano

De acordo com Lupi, o mercado formal poderá registrar algumas demissões por conta da tragédia no Japão, principalmente em setores como mineração e siderurgia, já que haverá queda na demanda da indústria japonesa por esses produtos. O ministro ressaltou, porém, que haverá aumento na compra de outros bens. – Ao mesmo tempo que vai ter o efeito (negativo) em alguns setores de minérios, terá um efeito de melhorar outros setores de exportação para reconstruir um novo Japão – afirmou o ministro. A meta do governo para este ano é de atingir 3 milhões de novos empregos com carteira assinada.

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