Sequência de reduções da taxa básica de juros já é repassada ao consumidor

Em 2009, o Copom (Conselho de Política Monetária) já reduziu a taxa Selic em 3,5 pontos percentuais, chegando à marca mais baixa da História desde a sua criação em 1986, de 9,25% ao ano. Com a sequência…

Em 2009, o Copom (Conselho de Política Monetária) já reduziu a taxa Selic em 3,5 pontos percentuais, chegando à marca mais baixa da História desde a sua criação em 1986, de 9,25% ao ano. Com a sequência de quedas na taxa básica de juros, o mercado ficou na expectativa de que isso fosse logo repassado aos consumidores e também ao crédito disponibilizado para as empresas. A avaliação média que os economistas fazem é de que para essa redução chegar até a ponta, ou seja, até o juro ao consumidor, o tempo estimado é de três a quatro meses.

Os mais recentes números do Banco Central sobre a avaliação dos juros disponíveis no Brasil mostram que tanto as taxas de juros da pessoa jurídica quanto as da pessoa física já contabilizam quedas. Praticamente todas as modalidades de crédito foram barateadas. O hot money, que é o empréstimo com curtíssimo prazo, caiu 9 pontos percentuais (pp), chegando à taxa de 52,5% ao ano. O capital de giro reduziu 3,6 pp, ao chegar à variação de 33,2% ao ano. Já o crédito para a aquisição de bens, considerado o menor juro para pessoa jurídica, caiu 1,1 pp, chegando a 18,8%.

As modalidades de crédito para pessoa física também baixaram de valor. O crédito pessoal caiu 9,9 pp, ficando em 46,6% ao não. Já o crédito para aquisição de veículo teve redução de 5,5 pp, chegando a uma taxa de juros de 29,2% ao ano. Mas no caso do cheque especial, modalidade bastante usual de empréstimo utilizado pela população, a queda de 4,2 pp não serviu para aliviar a exorbitante taxa cobrada: 167,8% ao ano. Como lembra o assessor econômico da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do RS), Carlos Cardoso, esse é o crédito mais caro, por isso é fundamental que as pessoas busquem alternativas a ele. “É válido inclusive se fazer um crédito pessoal, que tem um juro bem abaixo, e dessa forma se quitar o empréstimo do cheque especial”, ensina.

O economista explica que o Copom não deve seguir reduzindo a Selic nas próximas reuniões, mas que isso não significa que os juros deixarão de cair. “Ainda há espaço para redução, uma vez que o repasse da Selic não se esgotou, ou seja, até o final do ano devemos ter novos valores de juros, menores do que os atuais”, explica Cardoso.

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