Setor de consumo lidera preferências de analistas para o mês de dezembro

SÃO PAULO – Na onda das boas perspectivas para a economia brasileira, o setor de consumo e varejo ficou em primeiro lugar nas carteiras recomendadas para o último mês do ano, segundo levantamento feito pela…

SÃO PAULO – Na onda das boas perspectivas para a economia brasileira, o setor de consumo e varejo ficou em primeiro lugar nas carteiras recomendadas para o último mês do ano, segundo levantamento feito pela InfoMoney. Em segundo e terceiro lugares aparecem, respectivamente, os setores financeiro e de mineração.

As carteiras analisadas este mês, que incluíram bancos e corretoras, foram: Ativa, Banif, Bradesco, Brascan, BB Investimentos, Intra, Itaú, Omar Camargo, Pilla, Planner, Senso, SLW, Socopa, Souza Barros, Spinelli, TOV, XP Investimentos e Win.

Natal, perspectivas e fusões

Há alguns fatores que impulsionaram o setor de consumo e varejo a ocupar o primeiro lugar na preferência dos analistas este mês. O principal talvez seja a melhora clara da situação macroeconômica do País – apoiada largamente no consumo interno, menos abalado pela crise. A Despesa de Consumo das Famílias, um dos componentes da demanda interna do PIB (Produto Interno Bruto), registrou alta de 2% no terceiro trimestre, em relação aos três meses imediatamente anteriores.

Já a LCA destaca que as vendas do comércio varejista reforçam a percepção de que o consumo seguiu em expansão, impulsionado pelo aquecimento do mercado de trabalho e pelos elevados índices de confiança dos consumidores. Outro fator positivo é o comportamento benigno dos preços dos alimentos, que seguem contribuindo para a manutenção do poder de compra dos salários.

As perspectivas para o consumo também são boas. O consumo das famílias deve crescer 5,6% em 2010, segundo projeção da CNI (Confederação Nacional da Indústria). A Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), por sua vez, prevê que o comércio varejista da cidade de São Paulo encerrará 2009 com alta de 4% no faturamento em comparação com o ano passado.

A chegada do final do ano também ajuda no desempenho do setor. Um exemplo é que os consumidores devem gastar em média entre R$ 200 e R$ 250 com o presente de Natal nas lojas dos shopping centers, segundo expectativa da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). Para o Banif, isso vai ajudar a impulsionar as ações do setor.

Analisando o setor mais de perto, a fusão de Pão de Açúcar e Casas Bahia chamou a atenção dos analistas, que já apontavam ganhos de sinergia com a fusão anterior da empresa de Abílio Diniz. De acordo com a Ativa, a companhia ainda deve se beneficiar com a sua política comercial e manter, no final deste ano, os bons níveis de venda apresentados durante o terceiro trimestre, beneficiando-se da resiliência do varejo de alimentos e da maior demanda por bens duráveis, por conta da aquisição do Ponto Frio.

Cenário macro e as financeiras

Com 27 recomendações, o setor financeiro aparece em segundo lugar nas carteiras do mês. De acordo com a Socopa, os bancos brasileiros estão bem capitalizados e o sistema financeiro é muito regulado. Aliado a isso, a corretora também confia nas medidas tomadas pelo Banco Central para dar maior liquidez ao mercado.

Os analistas do Citigroup, por exemplo, mantiveram sua posição otimista em relação aos grandes bancos brasileiros, com base no cenário macroeconômico positivo – que inclui um aumento de perspectivas de crescimento para o PIB brasileiro em 2010. “Além disso, projetamos uma alta na taxa Selic que não considerávamos anteriormente, que deve diminuir as pressões em spreads”, afirmam.

O banco norte-americano prevê ainda um avanço nos empréstimos, e elevou recentemente suas projeções de lucro por ação para alguns bancos de grande porte.

Assim como no setor de consumo, as fusões e aquisições do segmento também trazem ganhos aos ativos das financeiras. A principal delas, entre Itaú e Unibanco, é mencionada por diversos analistas nas recomendações do setor. A Spinelli, por exemplo, aponta que o resultado do Itaú Unibanco foi positivo em vários aspectos, e sinalizou novas sinergias para o futuro, com o avanço na integração das operações dos bancos, o que deixa um viés favorável.

Vale puxa mineração

Apoiado nas 15 recomendações de analistas para os papéis preferenciais da Vale, o setor de mineração aparece como terceiro setor de preferência nas carteiras do mês, com 20 recomendações. O restante das recomendações do segmento foi para a MMX.

A Ativa é uma das corretoras que ressalta as boas notícias da economia chinesa como catalisador para os ativos do setor, em especial da Vale. Já o JPMorgan avalia que o minério de ferro deverá ser a commodity mais favorecida no curto prazo, ao passo que a indústria de aço continua a apresentar riscos de supercapacidade, o que pode prejudicar os preços do metal.

Os analistas do Citigroup revisaram as projeções de múltiplos para o setor de mineração na América Latina, que opera hoje com prêmio de 5%. “”O setor continua se beneficiando de fortes fluxos para mercados emergentes””, afirmaram os analistas. Segundo eles, os múltiplos das empresas estão reavaliados e agora os investidores estão mais resistentes em relação à alta dos preços das commodities ou à percepção de que fusões e aquisições gerarão retornos.

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