“Sinais de retomada do crescimento econômico animam, mas com cautela”, afirma a economista Patricia Palermo no Café com Lojistas

Evento realizado pelo Sindilojas Porto Alegre nesta quarta-feira, dia 29, reuniu lojistas na Fundação Iberê Camargo 

"Analisando os dados do ponto de vista econômico, o PIB caiu mais que o emprego no Brasil", afirmou a economista Patricia Palermo, no Café com Lojistas realizado pelo Sindilojas Porto Alegre nesta quarta-feira, dia 29, na Fundação Iberê Camargo. Embora exista um alto índice de desemprego no País, a grande questão, segundo ela, é que as empresas não estão recontratando para repor seus quadros de funcionários justamente por uma economia retraída e uma queda do Produto Interno Bruto que atingiu percentuais, em 2015 e 2016, de mais de 3% negativos. 

De acordo com a economista, a crise foi muito profunda e chegou em empresas que não estavam preparadas para enfrentar este tipo de situação. "Em alguns casos, por exemplo, um gestor de expansão teve que se tornar um gestor de crise, algo que requer outra competência e experiência", exemplificou. Aos poucos a curva da queda já apresenta sinais de retomada. "É um processo lento e gradual. A retomada do crescimento é garantida, mas de uma maneira muito frágil, fraca e devagar. Para esse ano já estimamos um crescimento de 0,48%, o que depois de dois anos de queda é um sinal positivo", explica. 

Além de uma retomada do crescimento em ritmo lento, a incerteza gerada pelo cenário político (tanto interno como externo do Brasil) é algo que também está refletindo nesse cenário. Conforme Patricia, a economia está fragilizada devido as constantes mudanças no campo político. Afinal, o medo de ficar desempregado pela instabilidade brasileira gera a desconfiança do consumidor e isso reflete diretamente no seu poder e vontade de comprar. 

Por sua vez, um processo de desinflação também começa a ser percebido no País. Embora os preços não estejam caindo (o que geraria um processo de deflação) a elevação dos valores em um ritmo menor possibilita que, aos poucos, a economia consiga se equilibrar garantindo que o reajuste de remuneração dos trabalhadores acompanhe esse crescimento. Assim, quando a renda dos consumidores for igual ou superior que o índice da inflação, aumentará o poder de consumo. "O crescimento virá do consumo, ou seja, virá do momento em que as pessoas tiverem segurança em seus empregos", disse.

Mais do que só falar em crise e na situação econômica do Brasil, a economista-chefe da Fecomércio-RS ampliou a discussão provocando os lojistas a buscarem soluções que podem realizar dentro da loja e medidas que podem ser tomadas independentemente da situação econômica do País. No evento, Patricia garantiu que a lição começa dentro das lojas ao identificar os fenômenos de curto (que estão relacionados à crise) e longo prazo (relacionados a uma estratégia inadequada); por engajar, reconhecer, desafiar e remunerar adequadamente a equipe e, por último, ao revisar os custos de operação. 

Agende-se: O próximo Café com Lojistas será realizado no dia 05 de abril, às 8h30, no Centro de Capacitação do Sindilojas Porto Alegre (Rua dos Andradas, 1234, 9º andar). O evento contará com a palestra de Sofia Martini Vial, diretora executiva do Procon Porto Alegre, que vai falar sobre a "Harmonia nas relações de consumo". As inscrições estão abertas e podem ser realizadas aqui. 

 

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