Sindilojas POA debate nova matriz econômica do RS na Expointer
Também participaram Rafael Prikladnicki (Invest RS), Guilherme Sari (Sindienergia-RS) e Paulo Menzel (CâmaraLog)
O presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, participou nesta segunda-feira (31/8) do Fórum de Desenvolvimento Gaúcho – Expointer 2026, no painel “A Nova Matriz Econômica – Tecnologia, Investimentos e Capital Humano”. O encontro, que teve como objetivo discutir soluções práticas, inovação e atração de investimentos para o Rio Grande do Sul, foi organizado pela Rádio Guaíba, Sindienergia-RS e Farsul. Também participaram Rafael Prikladnicki (Invest RS), Guilherme Sari (Sindienergia-RS) e Paulo Menzel (CâmaraLog).
Representando o varejo no debate, Piva contextualizou o perfil do Rio Grande do Sul, que tem uma das matrizes econômicas mais diversificadas do Brasil, com forte participação dos setores de serviços e comércio, indústria e representa cerca de 6% do PIB nacional. Segundo o dirigente, essa diversidade é uma oportunidade, mas exige um ambiente de negócios mais favorável, com menos burocracia, segurança jurídica e melhores condições de acesso a crédito e investimentos.
Ao abordar o capital humano, o presidente ressaltou que a tecnologia está transformando a forma de trabalhar, mas não reduz o papel das pessoas. “A tecnologia muda a forma como o trabalho é feito, mas não elimina a importância do fator humano”, afirmou. Para ele, qualificar profissionais para um varejo mais tecnológico, mantendo competências como atendimento, criatividade, liderança e capacidade de resolver problemas, é fundamental para acompanhar essa transformação.
Piva também destacou o varejo como parte da estratégia de desenvolvimento das cidades. Segundo ele, o setor contribui para a geração de empregos e renda, a movimentação da economia local, a revitalização dos centros urbanos e a criação de espaços de convivência. “O varejo é um dos setores que mais rapidamente percebe as mudanças no comportamento das famílias e no ambiente econômico. Quando o consumidor muda, o varejo sente primeiro. Por isso, ouvir o setor também é uma forma de entender para onde a economia está caminhando”, pontuou.
Na avaliação de Piva, o desenvolvimento econômico precisa chegar à economia real. “Uma nova matriz econômica não pode ser pensada apenas a partir da tecnologia. Ela precisa considerar quem vai usar essa tecnologia, quem vai investir e, principalmente, como isso chega à economia real”, concluiu.