Supermercados precisam adequar caixas à nova lei

O setor supermercadista gaúcho terá de correr para se adequar aos termos do Anexo 1 da Norma Regulamentadora nº 17 (Ergonomia), de março de 2007, destinada ao trabalho dos caixas, os chamados operadores de…

O setor supermercadista gaúcho terá de correr para se adequar aos termos do Anexo 1 da Norma Regulamentadora nº 17 (Ergonomia), de março de 2007, destinada ao trabalho dos caixas, os chamados operadores de checkout. A portaria exige que até dezembro de 2011 sejam aplicadas em todas as lojas do País as alterações que influenciam nas condições de trabalho, visando à prevenção de doenças e à segurança dos operadores dos caixas de estabelecimentos do gênero, inclusive os de micro e pequeno porte. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), todas as unidades inauguradas após janeiro de 2008 ou que forem submetidas a reformas já devem atentar para as exigências.

Dentre algumas imposições do Anexo I da NR 17, que traz as disposições gerais aos empregadores que desenvolvam atividade comercial utilizando sistema de autosserviço e checkout – como é o caso dos supermercados, hipermercados e atacados -, são obrigatórias mudanças no mobiliário dos postos de trabalho, respeitando os alcances dos membros e visão dos funcionários, bem como postura ajustada.

Garantir um espaço para livre movimentação do operador e colocação da cadeira, permitindo alternar de posição; manter uma cadeira de trabalho com assento e encosto para apoio lombar, ajustáveis à estatura do trabalhador e à natureza da tarefa; colocar apoio para os pés; adotar sistema com esteira eletromecânica para facilitar a movimentação de mercadorias nos checkouts; inserir balança e leitor óptico em frente aos operadores e manter as condições de iluminação, ruído e conforto térmico são algumas das diversas exigências aos empresários do setor.

De acordo com a portaria, no final do ano passado 65% dos estabelecimentos já deveriam estar adequados em todo o Brasil. No Estado, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), apenas 40% das empresas iniciaram 2011 com as alterações implementadas. O presidente da Agas, Antonio Cesa Longo, informa que muitas redes varejistas do Rio Grande do Sul devem iniciar uma série de melhorias ergométricas no decorrer deste ano. “Todas as lojas inauguradas nos últimos três anos estão dentro do padrão, as demais empresas irão se adequar na medida do possível”, anuncia o dirigente. Ele diz que a Agas, juntamente com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), foi consultada pelo MTE antes de o órgão redigir as alterações à NR 17, e considera as exigências cabíveis e necessárias. “Estamos procurando orientar os empresários sobre as novas regras da norma, mas é um processo lento, que exige a readequação dos próprios fabricantes dos equipamentos.”

Se para os pequenos empresários do ramo os investimentos assustam, também as grandes redes consideram os custos muito altos, não só para a implementação, mas também para a manutenção de cadeiras, esteiras, balanças, entre outros equipamentos utilizados pelos operadores de caixas dos supermercados. Longo acredita que o fato de menos da metade do varejo supermercadista gaúcho ainda não ter cumprido estas imposições seriam “outras prioridades que surgem no dia a dia”.

Mudanças influenciam na produtividade das empresas

Economia por não ter que pagar afastamento de funcionários por motivos de saúde é uma das principais vantagens que a rede Unidasul verifica junto às lojas do Super Rissul, desde que concretizou todas as alterações impostas no Anexo 1 da Norma Regulamentadora nº 17 (Ergonomia), do Ministério do Trabalho e Emprego (MET). “Também melhorou muito a produtividade e saúde dos funcionários, que estão trabalhando mais felizes”, garante a engenheira de segurança do trabalho Janesca Lampert, coordenadora de segurança do trabalho da Unidasul.

Segundo a engenheira, além das mudanças, a empresa realiza fiscalização quinzenal em cada uma das mais de 40 filiais do Rissul no Estado. “Temos trabalhado constantemente a questão da manutenção dos novos equipamentos”, afirma. Janesca diz que os custos para a empresa foram altos, uma vez que cada loja tem uma média de seis a oito checkouts, mas que valeu a pena. “Foram verificadas melhorias na saúde dos funcionários”, admite.

Segundo nota do Grupo Carrefour, a rede também realiza constates investimentos para garantir o bem-estar e a qualidade de vida de seus profissionais. No Rio Grande do Sul, todas as oito unidades da empresa seguem as normas específicas do anexo 1 da NR17 do MET. As unidades “foram adaptadas para maior conforto dos operadores de caixa com apoio de pés, espaço adequado para o operador, treinamento de ergonomia e checkout com bordas arredondadas.”

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