Tradição ganha força nas compras: 89% dos lojistas já registram procura por artigos gauchescos
Pesquisa do Sindilojas POA mostra aumento na procura por produtos para a Semana Farroupilha e tíquete médio 11,5% maior que em 2025
A Semana Farroupilha ainda nem começou, mas a tradição já está aparecendo nas ruas e nas compras. Bombachas, alpargatas, lenços, cuias e outros itens que fazem parte do jeito gaúcho de celebrar o mês de setembro estão despertando mais interesse dos consumidores neste ano. Entre os lojistas de artigos gauchescos ouvidos pelo Sindilojas Porto Alegre, 89% já perceberam clientes procurando produtos para as festividades, 5,6 pontos a mais que no ano passado.
O movimento também aparece no bolso. O tíquete médio esperado é de R$ 362,50, alta de 11,5% em relação a 2025. E a percepção sobre as vendas melhorou: 44,4% dos lojistas dizem que o movimento está maior que no ano passado, um avanço de 26,2%.
A bombacha segue como protagonista, citada por 66,7% dos lojistas entre os itens mais vendidos. Já a pilcha infantil foi citada por 33,3% e aparece pela primeira vez no levantamento. O resultado indica que a celebração da cultura gaúcha também está presente entre os mais novos, com as famílias incorporando as crianças às festividades.
Para o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, o comportamento reforça a presença da cultura gaúcha no cotidiano do RS. “A Semana Farroupilha tem essa capacidade de reunir diferentes gerações em torno de uma mesma tradição. A presença da pilcha infantil entre os itens mais procurados mostra que esse costume continua sendo valorizado e transmitido dentro das famílias”, destaca.
Tradição que vai além da pilcha
Depois da bombacha, aparecem alpargatas (44,4%), camisa, polo, lenço, chapéu ou boina (33,3% cada). A lista também revela hábitos que vão além da vestimenta: erva-mate, chás, cuia e bomba foram citadas por 22,2% dos lojistas, mesma proporção do vestido de prenda.
A expectativa é que o movimento continue crescendo até o fim das festividades. Para 66,7% dos comerciantes, as vendas devem aumentar, enquanto 33,3% esperam estabilidade. Nenhum dos entrevistados projeta queda. “Quando a tradição ganha as ruas, o comércio também sente esse movimento. É uma combinação que valoriza a nossa cultura e movimenta a economia local”, resume Piva.