Uso da web para pesquisas de preço chega a 84% dos consumidores da classe A

Ferramenta é usada por quase metade da classe C. Compra pela internet é quase nula na classe DE.

O uso da internet para comparação de preços chega a 84% dos consumidores da classe A e 82% dos…

Ferramenta é usada por quase metade da classe C. Compra pela internet é quase nula na classe DE.

O uso da internet para comparação de preços chega a 84% dos consumidores da classe A e 82% dos consumidores da classe B, sugerindo que, especialmente entre a população de renda mais alta, ninguém mais realiza compras sem antes fazer uma investigação na rede.

Os números são da quinta edição da TIC Domicílios, elaborada pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR). A pesquisa mostra o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação no Brasil.

“A consulta de preços já se consolidou como ferramenta para comparação de compras e levantamento da disponibilidade de bens e serviços, mesmo que a finalização do processo de aquisição do produto não ocorra pela internet”, aponta o estudo.

Mesmo nas faixas de renda menos elevadas, a pesquisa é fortemente adotada: ela é feita por 47% dos consumidores. No geral, a consulta a preços de produtos ou serviços na internet cresceu oito pontos percentuais – de 44% para 52%l, comparando-se os resultados da pesquisa referentes a 2008 e os da mais recente, divulgada nesta terça-feira (6), que analisou 2009.

A realização de compras pela internet, no entanto, ainda é uma atividade fortemente ligada às camadas mais ricas da população. Segundo a TIC, ela é quase nula na classe DE (5%) e chega a 59% na classe A.

Motivos para não comprar

Os fatores culturais são os que mais pesam nas restrições dos consumidores para adotar o comércio eletrônico. A maioria dos entrevistados (56%) prefere comprar o produto pessoalmente, por preferir vê-lo antes de fechar negócio. Outros 39% dizem não ter necessidade ou interesse em comprar pela web, enquanto 26% alegam preocupação com a segurança ou privacidade.

“A baixa inclusão bancária no país e a disponibilidade de crédito para o consumo, geralmente associada à condição de baixa renda, baixa escolaridade e até mesmo ao trabalho informal, podem se configurar em um entrave para o crescimento do comércio eletrônico”, afirmou o estudo.

Produtos preferidos

Os eletrônicos são os produtos mais comprados pela internet. Dos respondentes, 43% mencionaram essa categoria, enquanto 34% disseram preferir produtos para casa/eletrodomésticos. Livros, revistas e jornais (29%) e Computadores e equipamentos de informática (27%) vêm em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

A forte penetração os computadores nos lares brasileiros e da conexão à internet são os principais motivos apontados pelo NIC.br para o crescimento do uso da rede para o consumo.

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