Varejo cresce acima do esperado

A retomada do crescimento econômico acelerou a expansão do varejo em outubro. O comércio varejista elevou as vendas acima das expectativas, com alta de 1,4% ante setembro e aumento de 8,4% na comparação com…

A retomada do crescimento econômico acelerou a expansão do varejo em outubro. O comércio varejista elevou as vendas acima das expectativas, com alta de 1,4% ante setembro e aumento de 8,4% na comparação com outubro de 2008.

Apesar do bom desempenho, o técnico da coordenação de serviços e comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Reinaldo Pereira, acredita que o setor só retornará no ano que vem ao forte ritmo de expansão de 2008.

A perspectiva é de progressivo e contínuo aumento nas vendas do varejo. “Há uma tendência de crescimento e daqui para frente acreditamos que não teremos números negativos”, disse Pereira. Em outubro, segundo pesquisa da Agência Estado, a alta de 1,4% nas vendas ante o mês anterior superou o teto (1,2%) das estimativas. No ano, acumulava alta de 5,1%.

Segundo Pereira, os dados de outubro indicam que o reaquecimento da economia após a crise está tornando os resultados do setor “mais robustos”. Porém, a velocidade do crescimento de 2008, quando o setor fechou o ano com alta de 9,1% nas vendas, ficará para 2010.

O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, também avalia que a resistência doméstica do mercado de trabalho aos efeitos da crise, especialmente o aumento da geração de empregos com carteira assinada, e a retomada por parte dos bancos das operações de concessão de crédito são alguns dos fatores que estão por trás do bom desempenho das vendas do comércio varejista. “O melhor é a formalização do emprego.”

O analista da Tendências Consultoria, Alexandre Andrade, destaca que mais uma vez os bens de consumo não duráveis (alimentos e medicamentos) puxaram as vendas do varejo. “A boa evolução da massa salarial real nos últimos meses é o principal fator a explicar esse comportamento, já que os não duráveis possuem menor sensibilidade à renda do que os duráveis, por exemplo.”

SUPERMERCADOS

A comportada inflação dos alimentos em 2010 está impulsionando as vendas do segmento de hiper e supermercados, que tem o maior peso na pesquisa de varejo do IBGE. O grupo de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo vendeu 12,2% mais em outubro ante igual mês do ano passado e contribuiu, sozinho, com 5,8 pontos porcentuais, ou 69% do aumento de 8,4% das vendas do comércio varejista no período. Segundo Pereira, enquanto o IPCA (inflação oficial) teve variação acumulada de 4,2% em 12 meses até novembro, o grupo de alimentação no domicílio registrou 1,4%.

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