Varejo freia desemprego na Capital em janeiro

Índice de 6,3% é o menor da série histórica e reflete terceiro aumento consecutivo da ocupação na Região Metropolitana de Porto Alegre

A taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) foi de 6,3% em janeiro. Uma retração de 3,1% tanto em relação ao mês anterior (dezembro de 2012), quanto em relação a janeiro do ano passado, quando era de 6,5%.

Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada ontem, essa taxa total é composta por 5,1% de desemprego aberto e 1,2% de desemprego oculto.

“Essa é a menor taxa para a região, desde que a pesquisa começou a ser feita, em junho de 1992”, ressaltou Ana Paula Sperotto, supervisora do estudo pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo ela, essa retração se deu porque o nível de ocupação cresceu mais que a força de trabalho, um movimento capitaneado, sobretudo, pelas contratações do comércio.

No mês de janeiro, a PED verificou a criação de 15 mil ocupações e a entrada no contingente de trabalhadores de 12 mil pessoas na região metropolitana.

Com isso, o número de desempregados, estimado em 121 mil pessoas, tem 3 mil trabalhadores a menos do que no mês anterior. O nível ocupacional na RMPA subiu pelo terceiro mês consecutivo.

Em janeiro, a variação foi de 0,8%, fazendo com que o contingente de ocupados fosse calculado em 1,79 milhões de pessoas. O maior aumento, de 4%, ou 14 mil ocupados, foi no comércio (que inclui, além do varejo, a reparação de veículos automotores e motocicletas).

A construção teve uma variação de 0,8%, com a criação de mil postos de trabalho, e os serviços cresceram 0,2%, o que corresponde a 2 mil novos ocupados no setor. Já a indústria de transformação manteve estável seu nível ocupacional.

Ao analisar a posição na ocupação, a pesquisa mostrou que o aumento foi exclusivamente no emprego assalariado com carteira assinada no setor privado, 3,2% ou 29 mil empregos a mais.

No assalariamento sem carteira do setor privado houve queda de 1,5% (menos 2 mil pessoas) e estabilidade no setor público. O número de trabalhadores autônomos também caiu. A retração foi de 2,4%, o que equivale a 6 mil pessoas.

No emprego doméstico, a PED encontrou uma retração de 1,1% (mil empregos a menos), e nas demais posições a queda foi de 2,7% ou menos 5 mil postos.

A supervisora da pesquisa pelo sistema FGTAS/Sine-RS, Irene Galeazzi, ressalta que a análise dos rendimentos médios mostra uma aproximação entre os ganhos dos trabalhadores ocupados, assalariados e autônomos.

Os ocupados experimentaram, conforme a renda de dezembro percebida em janeiro, uma elevação de 0,5%, enquanto os assalariados ganharam 0,8% a mais.

Já para os trabalhadores autônomos, houve uma relativa estabilidade, um avanço de 0,2%. Os rendimentos médios ficaram em R$ 1.598,00, R$ 1.545,00 e R$ 1.504,00 respectivamente.

“Isso pode indicar uma migração dos trabalhadores autônomos mais fragilizados, que percebiam rendimentos menores, para o mercado formal de trabalho”, avaliou a economista.

Nacionalmente, a PED, realizada em sete regiões metropolitanas, mostrou que a taxa de desemprego total ficou relativamente estável. Em dezembro de 2012, o índice era de 9,8% e, em janeiro, chegou a 10%.

O total de desempregados nas regiões analisadas foi estimado em 2,25 milhões de pessoas, 44 mil a mais que no mês anterior. Ao contrário do que houve no Estado, nacionalmente o nível de ocupação caiu. A retração foi de 0,3%, com a redução de 60 mil postos de trabalho. Em cinco das sete regiões o desemprego aumentou.

No Distrito Federal chegou a 12%; em Salvador, a 17,3%; no Recife, a 12,6%; em Fortaleza, a 8,1%; e em Belo Horizonte, a 5,6%. Os economistas apontam que Porto Alegre teve relativa estabilidade e que São Paulo manteve a taxa em 10%.

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