Venda de tablets de até R$ 1 mil tem forte alta e atrai novas fabricantes

Apesar de muito se ouvir falar em iPad, são tablets de preços bem mais em conta do que o modelo da Apple que dominam o mercado brasileiro.

Em novembro de 2013, sete em cada dez tablets vendidos no País…

Apesar de muito se ouvir falar em iPad, são tablets de preços bem mais em conta do que o modelo da Apple que dominam o mercado brasileiro.

Em novembro de 2013, sete em cada dez tablets vendidos no País custavam menos que R$ 1 mil, segundo levantamento feito pela empresa de pesquisa Nielsen. O salto dessa categoria no mercado total foi de 233% na comparação com o mesmo mês de 2012.

As marcas que concentram sua produção em aparelhos nessa faixa de preço estão se mexendo para dar conta da demanda. A DL, que está entre as cinco maiores do Brasil em volume de vendas, segundo fontes do mercado, está investindo R$ 10 milhões na expansão de sua fábrica em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. A fábrica saltará dos atuais 5 mil metros quadrados para 20 mil metros quadrados, e o número de funcionários passará de 500 para 800.

“Estou operando no limite da minha capacidade, usando todos os cantos da fábrica”, diz o chinês Paulo Xu, dono da empresa. “Tive de recusar muitos pedidos em novembro e dezembro.”

O empresário, que começou vendendo panelas elétricas de arroz DL (sigla para Doce Lar), hoje concentra quase todos os seus esforços nas pranchetas eletrônicas. No ano passado, ele fechou parceria com a Foxconn para a inserção de componentes na placa mãe, e com instituições de ensino locais, para o desenvolvimento de novos produtos e melhorias no portfólio – que incluem também MP3, caixas de som e fones. Além disso, a empresa investiu R$ 4 milhões em pesquisa e desenvolvimento no ano passado.

O forte empenho da companhia pode ser visto como uma resposta ao amadurecimento do mercado, que surgiu em 2010 com o iPad. “O nível de competitividade está maior e há várias marcas querendo entrar nesse mercado”, diz Bruno Freitas, gerente de pesquisas da consultoria IDC.

Concorrência

Em 2012, calculava-se que a DL era dona, sozinha, de um terço do mercado. Mas, de lá para cá, outros fabricantes ganharam relevância. A brasileira CCE, comprada pela chinesa Lenovo em 2012, começou a produzir tablets e diz ter vendido 1 milhão de peças em 2013. Já a DL informa ter fabricado 1,5 milhão de aparelhos.

Outra marca que se tem feito notar entre os tablets de preço mais acessível é a Multilaser. A empresa, que nasceu há 25 anos com a venda de cartuchos para impressora, prevê para este ano um crescimento de 40% sobre as 997 mil unidades de 2013.

O gerente de produtos da Multilaser, Reinaldo Paleari, conta que recentemente a fábrica também foi expandida – de 22 mil para 30 mil metros quadrados de área construída. “No ano de 2013, a linha de tablets foi sem dúvida a mais expressiva em faturamento.” A companhia vende de massageador para os pés a impressoras.

Líder

Não há ranking aberto ao público sobre a participação de mercado das marcas no País. O diretor de produtos da área de mobile da Samsung no Brasil, Roberto Soboll, diz que a companhia sul-coreana “se manteve na liderança” em 2013. A empresa não detalha suas vendas, mas o executivo afirma enxergar oportunidade crescente em outros segmentos (além do usuário final). Os aparelhos voltados para escolas e empresas são alguns deles. “O aparelho surge como uma ferramenta de trabalho na qual se consegue exibir um catálogo de produtos ao cliente, por exemplo.”

Soboll estima que um tablet seja vendido para cada cinco smartphones no Brasil. A IDC calcula que o ano de 2013 tenha terminado com 7,9 milhões de tablets vendidos no País, avanço de 142% em relação a 2012.

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