Vendas do varejo crescem 13,5% em março com fim do IPI reduzido

O movimento varejista teve expansão de 13,5% em março na comparação com o mesmo mês no ano passado, registrando a maior taxa anual de crescimento desde setembro de 2008. Descontadas as influências…

O movimento varejista teve expansão de 13,5% em março na comparação com o mesmo mês no ano passado, registrando a maior taxa anual de crescimento desde setembro de 2008. Descontadas as influências sazonais, o aumento, no confronto com fevereiro, foi de 2,9%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Serasa Experian. O desempenho foi impulsionado pelo fim do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para móveis e veículos, que provocou uma corrida dos consumidores às lojas no mês de março.

Na comparação anual, a alta de 13,5% foi puxada pelo segmento de veículos, motos e peças, que apresentou crescimento de 31,4% ante o mesmo mês de 2009. Em seguida, destacaram-se os setores, também beneficiados por incentivos fiscais, de móveis, eletroeletrônicos e informática (21,0%) e o de material de construção (21,3%).

O destaque no confronto com fevereiro ficou por conta das lojas de veículos, motos e peças, que registraram aumento de 8,3%. Já a atividade varejista das lojas de material de construção, com expansão de 4,1%, teve a quinta taxa consecutiva de crescimento mensal. O setor foi um dos mais atingidos pelos efeitos da crise internacional e terá o benefício fiscal até o final deste semestre.

Todos os demais segmentos pesquisados pela Serasa também mostraram elevações superiores a 2% no mês passado. O desempenho, segundo os analistas da Serasa, confirma a boa performance da atividade varejista, embasada pelo crescimento da massa salarial real (nível de emprego mais rendimento real) e pela oferta de crédito, em prazos cada vez mais maiores.

No acumulado do primeiro trimestre, a atividade do comércio registra crescimento de 11,3% ante igual intervalo em 2009, liderada pelo segmento de veículos, motos e peças (24,7%) e de móveis, eletroeletrônicos e informática (20,3%). Nesse comparativo, apenas o setor de combustíveis e lubrificantes ainda apresenta queda (1,6%).

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