Votação do reajuste do Mínimo Regional é adiada

Foi adiada mais uma vez a votação do projeto de lei enviado pelo Executivo que estabelece reajuste de 6,9% ao salário-mínimo regional. Desde o dia 18 de maio, quando a matéria chegou à Assembleia…

Foi adiada mais uma vez a votação do projeto de lei enviado pelo Executivo que estabelece reajuste de 6,9% ao salário-mínimo regional. Desde o dia 18 de maio, quando a matéria chegou à Assembleia Legislativa, deputados negociam com empresários e trabalhadores um índice que atenda às reivindicações das duas partes.

Na reunião de ontem, as centrais sindicais sinalizaram que aceitam um aumento de 9,6% – menor que os 14% defendido anteriormente. O critério imposto é de que o percentual deve ficar acima do concedido ao salário-mínimo nacional (9,2%).

Do outro lado, as federações empresariais já reconhecem que não conseguirão manter os 3,54% propostos e que, nesse contexto, os 6,9% enviados pelo governo são a melhor alternativa.

“Os trabalhadores tiveram que recuar, mas os empresários ainda defendem a extinção do piso”, critica o dirigente da Central Única dos Trabalhadores no Estado (CUT-RS), Celso Woyciechowski.

Para o presidente da Fiergs, Paulo Tigre, que participou ontem do encontro com as entidades sindicais, a existência do piso gaúcho tira competitividade do setor privado no Estado. “O próprio índice mandado pelo governo é alto dentro da nossa realidade, já estamos em um limite”, avalia.

O presidente do Parlamento, deputado Giovani Cherini (PDT), considera que das duas posições existentes, 9,6% e 6,9%, pode emergir um valor alternativo. “Vejo a possibilidade de uma terceira posição. Alguns deputados falam em 7,7%”, palpita. Ele acredita que na próxima terça-feira os parlamentares darão acordo para a votação.

O líder do governo na Assembleia, Adilson Troca (PSDB), alerta que é necessário prever os impactos que um reajuste muito alto causaria à economia. “Quem emprega diz que se o salário for muito alto, haverá desemprego. Devemos ter esse cuidado”, observa, acrescentando que o pequeno comerciante muitas vezes não tem condições de pagar aumentos muito elevados.

O líder do PT, deputado Elvino Bohn Gass, é categórico ao afirmar que a bancada petista só dará acordo para votação se os deputados concordarem em aumentar os 6,9% propostos pelo governo. “Queremos elevar esse índice. Com um salário melhor, as pessoas compram mais, e o comércio acaba ganhando”, interpreta.

O deputado Raul Carrion (PCdoB) acredita que o assunto será resolvido no plenário, na próxima terça-feira. “Não acredito que alguém permitirá que o projeto seja postergado indefinidamente. Isso só prejudica os trabalhadores”, argumenta.

Carrion aposta que os parlamentares darão acordo na reunião de líderes e que o índice final será definido durante a votação. “Não havendo entendimento entre trabalho e capital, buscaremos a alternativa mais próxima possível.”

Veja também

    Cursos e eventosNoticias

    Sindilojas POA realiza mais um Feirão de Empregos

    Veja mais
    Noticias

    Nota Oficial: Falta de luz no centro de Porto Alegre

    Veja mais
    Noticias

    Ministério do Trabalho prorroga portaria sobre funcionamento do comércio aos fer...

    Veja mais
    NoticiasMarketing

    Conheça as principais tendências globais de consumo para 2024

    Veja mais